O Presidente da Guiné-Bissau afirmou que não vai tolerar qualquer desordem pós eleitoral nos Estados Unidos de America. Caso aconteça, Umaro Sissoco Embalo prometeu tomar medidas, sem no entanto citar.

Chefe de Estado guineense falava aos  jornalistas no aeroporto Internacional de Bissau (Osvaldo Vieira), momentos antes de partir para a República Islâmica da Mauritânia, para uma visita oficial á convite do seu homólogo.

“Estamos acompanhar com preocupação, mas chamamos atenção, que não vamos permitir qualquer desordem nos Estados Unidos de América. Os resultados eleitorais devem ser respeitados a letra, se não haverá consequências. Que consequência? o que eles aplicam outras pessoas. Ontem acompanhamos com preocupação, os apoiantes de Donald Trump e de Joe Biden em confrontos. Pedidos mais contenção e que aceitem os resultados eleitorais. Caso contrário haverá consequências. América, quando toma decisão, toma enquanto Estados Unidos, nós também vamos tomar decisão enquanto Guiné-Bissau, porque não há estado pequeno no concerto das Nações”.

Em relação a visita á Mauritânia, Embalo, para além de reconhecer as potencialidades daquele país em vários sectores, com destaque para a mineração e pescas, disse que pode servir a Guiné-Bissau de porta de entrada para muitos países africanos e do Golfo.

Questionado sobre a segurança do ex Primeiro-ministro, tendo em conta o fecho do escritório da UNIOGBIS, Aristides Gomes, onde se encontra refugiado há mais de sete meses, o Chefe de Estado disse que ele está porque quer ou então apaixonou por alguém na sede da ONU.

“Eu não sei se o cidadão Aristides Gomes se encontra na sede UNIOGBIS. Ele foi lá da sua livre vontade. A UNIOGBIS vai encerrar as suas portas, não sei se vai com eles ou não. A verdade que o império da lei deve funcionar na Guiné-Bissau. Ninguém está acima da lei, mesmo eu Umaro Sissoco Embalo, enquanto Presidente da República. Quanto ao cidadão Domingos Simões Pereira, ninguém o impediu de voltar, assim que regressar é só ir responder na Procuradoria-geral da República. Tolerância zero a corrupção”, afirmou Sissoco Embalo.

Sobre o pedido de demissão do Ministro da Economia, o Presidente guineense afirmou que ainda não tomou conhecimento oficialmente.

“Não sei, não recebi nada e o Primeiro-ministro não me informou. Sou Presidente, se o Primeiro-ministro enviou-me o pedido de demissão, vou emitir o decreto de exoneração. Não sei se de facto, há ou não pedido de demissão. Também acompanhei a informação através da comunicação social”.

Victor Mandiga, apresentou o seu pedido de demissão na semana passada, um dia depois do Presidente da República, ter nomeado por decreto, Soares Sambu, Vice Primeiro-ministro e Coordenador para área económica.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.