“Apelo a todos os líderes mundiais para declararem estado de emergência climática nos seus países até que se atinja a neutralidade nas emissões de dióxido de carbono. Já houve 38 países que o fizeram. Imploro a todos os outros que os sigam”, declarou numa ligação vídeo a partir da sede da organização, em Nova Iorque.

5 anos depois do Acordo de Paris sobre o clima , o secretário-geral das Nações Unidas pediu no sábado (12/12) a todos os líderes mundiais que declarassem o estado de emergência nos seus países até que consigam atingir a neutralidade carbónica.

Falando na abertura da Cimeira da Ambição Climática, organizada em parceria pela ONU, Reino Unido, França e Itália, em parceria com o Chile e com a Itália, juntando virtualmente dezenas de líderes mundiais António Guterres reiterou que o mundo “ainda não está a ir na direção certa” para travar as alterações climáticas e que poderá estar a caminho de “um aumento de temperatura catastrófico de mais de três graus neste século”.

O acordo histórico para impedir o aumento do aquecimento global e as alterações climáticas que dele decorrem foi assinado há cinco anos na capital francesa, quando os líderes mundiais assumiram o compromisso de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa, para impedir um aumento das temperaturas globais inferior a dois graus celsius em relação à época pré-industrial, e procurando que esse aumento seja mesmo inferior a 1,5 graus.

O acordo contempla que as metas de redução de emissões sejam revistas de cinco em cinco anos, pelo que devem ser revistas até final deste ano. Porém, muitos especialistas têm alertado para a pouca ambição dos países em reduzir essas emissões.

Os Estados Unidos, que saíram do Acordo de Paris, não participaram da cimeira. Entretanto, o Presidente eleito norte-americano reiterou que o país regressará ao acordo no dia em que ele assumir o cargo, e comprometeu-se a convocar uma cimeira internacional, no prazo de cem dias.

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