Há mais eletricidade, no sudoeste do Níger.

Há mais eletricidade no sudoeste do Níger e os habitantes estão a pôr de lado os tradicionais candeeiros a óleo.

A sua vida quotidiana mudou desde que as localidades passaram a ter eletricidade: um armazém farmacêutico com armazenamento de produtos frescos abriu as suas portas, a venda de sumo e água fresca expandiu-se e foram montadas cabines para carregar os telefones.

“O Projeto de Eletrificação Rural permitiu chegar a localidades onde não havia possibilidade de alargar a rede devido ao custo do gasóleo”.

Explica Ousmane Chaga, o coordenador interino do projeto.

“A rede foi densificada e novas aldeias foram ligadas para aceder a eletricidade de qualidade e a um serviço contínuo, o que tem respondido às necessidades expressas pela população”, afirmou.

Desde 2017, construíram-se quatro linhas de ligação de 33 kV. Graças em particular à linha Dosso-Birni N’Gaouré-Margou-Boumba, com 150 quilómetros de comprimento, o fornecimento de eletricidade aumentou de oito horas por dia para 24 horas.

Em Gaya, a disponibilidade do fornecimento de eletricidade atingiu 98% em comparação com os 50% anteriores a 2017.

A construção das linhas Dosso-Gaya (176 quilómetros), Soraz-Tanout (115 quilómetros) e Niamey-Torodi-Makalondi (88 quilómetros) também melhorou o acesso à eletricidade nas zonas rurais do país. Ao longo da rota das linhas de ligação, 39 aldeias foram eletrificadas.

Além disso, o projeto contribuiu para o desenvolvimento da rede de distribuição para aumentar a cobertura das zonas urbanas, periurbanas e rurais em 30 grandes centros de carga e 50 centros secundários.

Esta componente permitiu uma cobertura mais ampla da rede elétrica, aproximando-a dos lares e melhorando simultaneamente a qualidade do fornecimento de energia e a taxa de acesso.

Estes avanços em eletrificação foram possíveis devido ao Projeto de Eletrificação Rural, Periurbana e Urbana do Níger (PEPERN) e que beneficiou de vários pacotes de financiamento do BAD.

Entre eles, uma subvenção de 41,8 milhões de dólares e um empréstimo de 21,5 milhões de dólares do Fundo Africano de Desenvolvimento, a janela concecional do Grupo Bancário, bem como um empréstimo de 10,5 milhões de dólares do Fundo Fiduciário da Nigéria.

A conclusão do projeto está agendada para Dezembro de 2022.

 

O que achas destes investimentos? Eletricidade para todos, será uma possibilidade atingível para breve? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © Isabelle Bonillo  / AFD
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