O roubo já aconteceu em janeiro, mas só agora a agência Reuters contou a história: piratas informáticos chineses, ou ‘hackers’, terão conseguido entrar nos servidores da sede da União Africana, em Adis Abeba, e roubaram um grande conjunto de vídeos de segurança que incluem corredores, zonas de estacionamento e salas de reunião.

De acordo com um documento interno da União Africana, a denúncia veio de uma empresa informática japonesa, que alertou os africanos para o volume invulgar de dados que ia desde a sede da UA até um domínio informático ligado ao grupo conhecido como ‘Presidente de Bronze’.

No ‘memo’ de cinco páginas, lê-se que “não é possível estimar a quantidade e o valor dos dados que foram roubados” e alerta-se: “Ainda estamos vulneráveis a novos ataques”.

Segundo os funcionários e dirigentes ouvidos pela Reuters, é pouco provável que seja apresentada qualquer queixa formal, não só porque a China já garantiu não ser a autora do ataque, mas também porque são os chineses que, para além de terem construído a sede da UA, ainda prestam assistência técnica à infraestrutura digital.

“Atacar os chineses, para nós, é uma má ideia”, resumiu um antigo dirigente africano à Reuters.

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