Incrível, mas o Botsuana revê o seu crescimento para 9,7% em 2021

Impulsionado por um mercado de diamantes saudável, o Botsuana revê em alta a sua previsão de crescimento para 2021

Recorde-se que no final de 2020, o Botsuana tinha anunciado um crescimento de 7,7% em 2021, graças à recuperação da indústria de diamantes. Essa recuperação agora é mais forte do que o esperado, levando o país a rever pela positiva as suas expectativas. Embora esta subida, também confirme a dependência do país em relação aos diamantes, situação que o Governo procura reduzir.

De acordo com o ministro das finanças do Botsuana, o país vai ter um crescimento económico de 9,7% em 2021, cerca de um ponto percentual superior aos 8,8% anunciados em fevereiro passado (2021), tal como Mercados Africanos tinha noticiado.

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, 30 de agosto 2021, pela Reuters, esse otimismo pode ser explicado não só pelas mudanças técnicas na forma de cálculo do PIB, mas também pelo desempenho do setor do setor de diamantes nos primeiros seis meses do ano (2021).

Primeiro produtor africano e segundo no mundo, o Botsuana viu de facto as suas vendas de diamantes em bruto, operados pela empresa nacional Debswana, aumentarem 41% no primeiro semestre do ano 2021.

A procura nos mercados dos Estados Unidos e da Índia aumentou acentuadamente no início do ano, permitindo, principalmente, que a De Beers aumentasse o preço de suas “pedras”.

O gigante sul-africano, principal parceiro do Botsuana no setor, produziu mais de 15 milhões de quilates no mesmo período, dos quais quase 11 milhões no país.

Apesar da sua contribuição para a economia, é de notar que o Botsuana está a tentar reduzir a sua dependência da mineração de diamantes. A crise vivida pelo setor no ano passado (2020) e as suas consequências para a economia nacional soaram como uma advertência.

Para assegurar a diversificação do sector mineiro, o país pode contar em particular com o cobre, cuja procura é crescente e para o qual dispõe de reservas significativas.

Recorde-se que a Debswana é uma joint venture 50/50 entre o estado do Botsuana e a De Beers.

Os diamantes representam 20% do PIB, 80% das exportações e 38% das receitas orçamentais.

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