Inglaterra discrimina pessoas vacinadas em África.

Uma pessoa em África que tenha sido imunizada através das vacinas distribuídas pelo Reino Unido não será reconhecida como tal pelo país doador.

O principal oficial de saúde da União Africana (UA) considerou lamentável a falta de reconhecimento do Reino Unido para as vacinas contra o coronavírus administradas em África, ao dizer nesta quinta-feira, 23 setembro 2021, que isto envia uma mensagem mundial, confusa, de saúde pública, segundo a agencia Reuters.

O chefe da agência de saúde africana advertiu que a política do Reino Unido de não aceitar os certificados de vacinas Covid-19 do continente pode aumentar a hesitação em relação às vacinas.

O Dr. John Nkengasong disse que a posição do Reino Unido era confusa e tinha implicações de longo alcance para as campanhas de vacinação e fez com que os africanos questionem a vacina se o reconhecimento da sua imunização não era aceite internacionalmente.

Muitos africanos estão furiosos e consideram a política discriminatória, acrescentou ele.

Também houve um clamor na Índia, que produz a maior parte das vacinas Britânicas da AstraZeneca distribuídas na Ásia, África e América Latina.

Londres anunciou na semana passada que ampliaria a lista de países dos quais reconhece vacinas, acrescentando 17 outros além da lista inicial dos Estados Unidos e da Europa.

Nenhum desses países está em África.

“Lamentamos que o Reino Unido tome esta posição. Pedimos que revejam isso porque não se enquadra com o espírito de verdadeira solidariedade e cooperação”, disse o diretor do Centro Africano para Controle e Prevenção de Doenças, John Nkengasong.

“Se nos enviam vacinas e nós usarmos essas vacinas e depois quem as enviou nos vem disser que não reconhece como imunizadas as pessoas que foram inoculadas com essas vacinas … isso envia uma mensagem muito desafiadora para todos nós”, acrescentou ele.

“A recusa do Reino Unido em reconhecer as vacinas Covid-19 administradas na maior parte do mundo indica aos outros países que Londres não está pronta para trabalhar internacionalmente de forma acabar com a pandemia”, sublinhou John Nkengasong.

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