A crise econômica provocada pela pandemia de covid-19 paralisou as viagens em todo o mundo em 2020 foi um grande desafio para a Diáspora Black e a maioria das empresas que atuam dentro da indústria do turismo.

“Fomos atropelados pela pandemia como todo mundo, mas percebemos que não poderíamos parar (…) Digitalizamos nossos cursos e consultorias e lançamos um novo serviço de promoção e venda de eventos online”, explicou o CEO.

“Também criamos uma plataforma de eventos onde as pessoas podem anunciar cursos, palestras, oficinas e shows que foi responsável pela continuidade do crescimento do nosso negócio. Driblamos a crise e conseguimos obter um faturamento bem acima do esperado”, acrescentou.

Embora não tenha um plano de internacionalização estruturado, Carlos Humberto Silva Filho contou que a Diáspora Black  já atua em 15 países e 145 cidades numa rede que conta com mais de 30 mil pessoas engajadas.

“Alguns dos nossos serviços são oferecidos em países africanos e também em Portugal onde temos principalmente serviços de hospedagem. Também começamos a desenvolver eventos online.  Estamos na África do Sul, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau”, disse.

Mesmo que o mercado internacional não seja o foco principal da startup neste ano, o CEO fez questão de lembrar que a empresa oferece experiências de turismo para brasileiros dentro do continente africano.

“Levamos muitas pessoas para a Africa do Sul, onde elas vivenciaram, entraram em contanto com lugares importantes para o processo político pelo qual a África do Sul passou. Também fizemos ações de valorização da cultura ancestral ligando Angola às tradições do Candomblé [religião brasileira de matriz africana]”, pontuou.

 A empresa também promoveu turismo de experiência levando empreendedores brasileiros para a Nigéria e o Quênia que estavam interessados em vivenciar o ecossistema de inovação das startups daqueles países africanos.

“Temos promovido, dentro da nossa plataforma, usando nossa tecnologia, a venda de experiências em países africanos. Isto vem acontecendo desde 2019”, salientou Carlos Humberto Silva Filho.

“O que ainda não conseguimos fazer é desenhar um modelo operacional para cada um dos países africanos onde pretendemos atuar. Todas as parcerias em África nos interessam porque é aonde queremos chegar. Queremos ter uma presença consolidada nas diferentes regiões do continente africano”, concluiu.

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