Entrevista Exclusiva a Domingos Simões Pereira, PR do PAIGC, Ex-PM da Guiné-Bissau (2014-2015) e Secretário Executivo da CPLP entre a VII e a VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo (2008-2012)

– Segunda e Última Parte –

Investir no setor informal que alimenta as famílias guineenses.

Esta conversa exclusiva de Mercados Africanos, com Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC), centrou-se na economia e na visão de desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau que tem este líder político, que também já foi Primeiro-Ministro e Secretário Executivo da Comunidade dos Países Língua Portuguesa (CPLP).

Nesta segunda e última parte Domingos Simões Pereira, falou-nos de como vê a recuperação económica e social pós pandemia da Guiné-Bissau. Após ter feito uma análise mais global, referiu-se aos “bondes” emitidos no espaço da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) da qual faz parte a Guiné-Bissau para financiar a capacidade de resiliência.

Segundo ele, ao passo que outros países da região viram nesses “bondes” uma “oportunidade de investimento” a Guiné-Bissau viu uma “oportunidade de consumo”.

Acrescentou que infelizmente esses “bondes” não são donativos, não são verbas gratuitas, mesmo se as taxas de juros sejam praticamente nulas, ou mesmo nulas, “são dinheiros que nós temos que reembolsar” e estamos a consumi-lo com despesas primárias tais como o pagamento de salários,” absolutamente desequilibrado”, na opinião do Presidente do PAIGC.

Ainda sobre esta questão, o antigo Primeiro-ministro sublinhou que “uma outra coisa seria se colocássemos dinheiro nas mãos das camadas mais desfavorecidas, das pessoas da nossa economia informal, das nossas “bideiras” (senhoras comerciantes informais nos mercados) aquelas que alimentam as famílias guineenses e isto teria um impacto muito positivo na economia”.

Mas segundo ele, não é isso o que se passa.

Domingos Simões Pereira, referiu-se igualmente a questões sociais, tais como a situação nos setores da saúde e da educação, que disse “vai haver pela segunda vez, um ano letivo nulo”.

O antigo Primeiro-ministro, engenheiro civil de formação, não deixou de dar a sua opinião sobre as infraestruturas.

Sobre a situação na África Ocidental, região que tem vindo a assistir a mudanças na constituição de vários países para permitir o chamado “terceiro mandato” presidencial, assim como os dois golpes de estado, Domingos Simões Pereira, sublinhou a necessidade de respeito absoluto pela constituição

(fim)

Veja AQUI a Primeira Parte desta Grande Entrevista

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