Jeff Bezos disponibiliza mil milhões para a iniciativa “A Grande Muralha Verde” do BAD.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, uma das pessoas mais ricas do planeta, e que começou o seu império financeiro a vender livros online, prometeu dois mil milhões de dólares para restaurar habitats naturais e transformar sistemas alimentares, ao falar na Cimeira do clima em Glasgow nesta terça-feira, 2 novembro 2021.

Metade desse montante, mil milhões de dólares, irá apoiar a iniciativa liderada pelo BAD e lançada em 2007, intitulada “A Grande Muralha Verde” no Sahel.

De notar que – na segunda-feira, 1° de Novembro 2021 – aquando de um evento coorganizado por Sua Alteza Real, o Príncipe de Gales, o Presidente Francês Emmanuel Macron e o Presidente da Mauritânia Ould Ghazaouni, Jeff Bezos, já tinha afirmado que a sua fundação “amanhã [2 Novembro 2021] se comprometeria com mil milhões de dólares para a restauração de terras, principalmente em África”, referindo-se ao projeto da grande muralha verde.

Durante este evento, o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, voltou a insistir nos méritos desta iniciativa e nos benefícios que ela trará para os 11 países do Sahel e os participantes concentraram-se em reunir esforços para ampliar a implementação do projeto como uma solução crítica baseada na natureza para as mudanças climáticas na África.

Tal como Mercados africanos tem vindo a noticiar a Grande Muralha Verde diz respeito a onze estados do Sahel que são Burquina Faso, Senegal, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Sudão e Chade.

Recorde-se que este projeto já havia recebido um impulso no One Planet Summit em Paris em Janeiro de 2021 de que resultou em compromissos de financiamento de cerca de 19 mil milhões de dólares, vindo esta oferta de Jeff Bezos, reforçar a iniciativa.

O BAD lidera este projeto ousado, que envolve a construção de uma faixa de árvores, pastagens, vegetação e plantas de 8.000 quilómetros de comprimento por 15 quilómetros   de largura em todo o Sahel. O objetivo é restaurar terras degradadas e ajudar os habitantes do Sahel a produzir alimentos, criar empregos e promover a paz.

Cerca de 20 chefes de estado africanos participam atualmente da Cimeira de Glasgow, entre eles estão o congolês Denis Sassou Nguesso, o nigerino Mohamed Bahzoum, o mauritaniano Mohamed Ould El Ghazouani, o guineense Umaro Sissoco Embaló, o gabonês Ali Bongo, o queniano Uhuru Kenyatta, o liberiano Georges Weah, o egípcio Abdel Fat Al-Stah, o nigeriano Muhammadu Buhari e o ganês Nana Akufo Addo.

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