Jogos de vídeo promovem cultura africana.

Por fazer jogos de vídeo de cariz africana, um jovem empreendedor digital ganhou vários prémios pelo trabalho realizado no seu estúdio de animação especializado em jogos.

Comprometido com a promoção das culturas africanas, Teddy Kossoko fundou a Masseka Game Studio em 2017, uma start-up que desenvolve jogos de vídeo que servem para promover as tradições africanas.

O centro-africano de 27 anos, radicado em Toulouse, em França, desde 2012, agora é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho na promoção do património africano por meio de tecnologias digitais.

A ideia de entrar no mundo dos jogos de vídeo para telemóvel surgiu quando estava a terminar o curso de ciências informaticas na Universidade de Blagnac em 2014.

Teddy Kossoko observava que as pessoas passam muito tempo a jogar jogos de vídeo e adquirem conhecimento sobre culturas de outros lugares diferentes das suas.

Foi assim que ele começou a trabalhar no seu primeiro jogo, Kissoro Tribal Game, lançado em 2018 e inspirado em Kissoro, um jogo de tabuleiro muito popular na República Centro-Africana e que se joga em quase todo o continente africano.

Para esta primeiro trabalho, ele conta com o apoio do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), francês, que lhe disponibilizou os recursos documentais.

Em apenas 2 meses, foi visto por 13.000 pessoas em vinte países do mundo. Além de estar disponível em 5 idiomas (francês, inglês, japonês, russo, espanhol), possui muitos recursos: modo multiplayer, histórias para descobrir, desafios, tutoriais, missões e concursos vencedores, entre outros.

Com a Masseka Game Studio, Teddy Kossoko, ganhou inúmeros prémios internacionais, entre eles, o “Pitch Your Game” do Geek Touch em Lyon em 2017, bem como os Tongolo Awards organizados no mesmo ano pela associação Sewati Tongolo, na categoria Video Games.

Com a sua equipa, ele trabalha agora, no desenvolvimento de novos produtos, incluindo um jogo de corridas chamado Cours Didier; Georges d’Or, um jogo de futebol em 3D com um jovem pobre que quer ganhar uma Bola de Ouro; ou Imani Imanu e a lenda do Sonni, um jogo de aventuras 2D.

Apesar dos sucessos registados desde o lançamento do seu projeto há 4 anos, Teddy Kossoko reconhece que a indústria de jogos de vídeo ainda é pouco desenvolvida em África.

“Se o mercado africano está em formação, devemos primeiro resolver os problemas de acesso à Internet e treinar jovens criadores para que possam oferecer jogos que atendam aos critérios internacionais.”
“O lugar dos criadores africanos na escala internacional hoje é minúsculo, mesmo que as iniciativas implementadas sejam muito boas”, disse.

Para além das suas próprias criações, Teddy Kossoko procura agora promover as iniciativas de outros estúdios de jogos de vídeo africanos através da plataforma African Gaming Networks que criou em 2019.

 

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