Kristalina Georgieva, salva o seu posto de DG do FMI.

Suspeita de ter manipulado o famoso relatório Doing Business para favorecer a China quando estava no Banco Mundial, Kristalina Georgieva obteve, na noite desta segunda-feira, 11 de outubro 2021, o apoio da diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) de quem é a diretora- geral.

A economista búlgara salva o cargo que ocupa desde 2017 e continua a negar as acusações contra ela.

“O Conselho de Administração considerou que as informações apresentadas durante sua revisão não demonstraram conclusivamente que a CEO desempenhou um papel inadequado em relação ao relatório ‘Doing Business 2018’ quando estava no Banco Mundial”, disse num comunicado à imprensa, o FMI.

Depois de examinar todos os elementos de prova apresentados, continua a mesma fonte, o conselho de administração reafirma a sua “plena confiança” na “liderança e capacidade” da diretora-geral para “continuar a exercer as suas funções com eficácia”.

O conselho de administração já se havia reunido em 21 de setembro 2021, para um primeiro relatório do comité de ética sobre a questão relacionada ao suposto papel de Kristalina Georgieva no relatório citado.

Em 16 de setembro 2021, um escritório de advocacia acusou-a de manipular dados para favorecer a China quando ela era diretora executiva do Banco Mundial.

A Diretora-Geral do FMI reagiu imediatamente às conclusões do inquérito independente encomendado pela instituição internacional.

“Eu discordo fundamentalmente das conclusões e interpretações da Pesquisa de Irregularidades de Dados em relação ao meu papel no Relatório Doing Business do Banco Mundial de 2018. Já realizei uma reunião com o conselho do FMI sobre este assunto”, tinha dito a economista búlgara em um comunicado.

O anúncio do apoio do conselho diretivo do FMI ocorre no momento em que o FMI e o Banco Mundial iniciam suas reuniões de outono.

Além disso, dois dias antes, Kristalina Georgieva conversou com Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos, sobre os “graves problemas levantados” pela investigação e que gerou “legítimas preocupações”, segundo comunicado da titular do banco central dos EUA.

Tal como Mercados Africanos tinha noticiado, 13 ministros das finanças e economia africanos  ̶  Benim, Botswana, Burkina Faso, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Djibouti, Egito, Etiópia, Gana, Guiné Bissau, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão e Togo  ̶  tinham-lhe expressado o seu apoio

Recorde-se que, em 2020, o Banco Mundial anunciou a suspensão da publicação de Doing Business, que revisava e anotava o ambiente de negócios dos países membros distribuindo pontos bons e maus aos respetivos estados com um impacto enorme nos potenciais investimentos.

Em setembro de 2021, a instituição anunciou a decisão de encerrar definitivamente a edição do relatório por manipulação das conclusões das edições 2018 e 2020 sob pressão de alguns governos que desejavam a todo o custo embelezar a sua situação.

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