LEAF: Aceso à Energia vale 800M dólares.

O Programa-Quadro de Alavancagem do Financiamento para o Acesso à Energia (LEAF na sigla em Inglês) de 800 milhões de dólares ajudará a estimular investimentos comerciais e em moeda local para aumentar as atividades das empresas descentralizadas de energias renováveis no Gana, Guiné, Etiópia, Quénia, Nigéria e Tunísia.

No âmbito do LEAF, espera-se que sejam financiados cerca de 18 projetos descentralizados de energia renovável, proporcionando acesso a seis milhões de pessoas e empresas, resultando ao equivalente a 28,8 milhões de toneladas de CO2 em reduções de emissões de gases com efeito de estufa ao longo da vida útil dos sistemas.

Muitos países africanos ainda enfrentam desafios na obtenção de acesso universal a eletricidade sustentável, limpa, acessível e fiável.

De acordo com o último relatório de acompanhamento do Objetivo 7 do Desenvolvimento Sustentável (SDG7), cerca de 600 milhões de africanos não têm acesso à eletricidade. Como resultado da crise da Covid-19, o número de pessoas sem acesso à eletricidade aumentou novamente, pela primeira vez nos últimos anos.

A expansão das energias renováveis descentralizadas (sistemas solares domésticos, mini redes verdes e soluções solares para uso comercial e industrial) é crucial para alcançar os objetivos do SDG7 e requer um financiamento significativo do setor privado e em moeda local.

Neste contexto o Conselho de Administração do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento aprovou nesta quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2022, um compromisso de 164 milhões de dólares para promover a energia renovável descentralizada em seis países africanos.

O Banco Africano de Desenvolvimento que desenvolveu o programa LEAF, em colaboração com o Fundo Verde para o Clima, já tinha aprovado 170,9 milhões de dólares em financiamento concecional para o programa em Julho de 2021.

Ao longo de seis anos, o LEAF irá utilizar financiamentos concessionais, instrumentos de reforço do crédito e assistência técnica a investidores do setor privado, incluindo bancos locais, para financiar e acelerar os esforços para dar energia no continente.

 

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Imagem: © 2016 Adobe Stock
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