Ligações marítimas Argélia/Mauritânia.

Em 2020, as participações dos produtos argelinos nas importações mauritanas dos países africanos representavam cerca de 20%, segundo o diretor-geral de comércio exterior da Argélia.

O presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune durante o Conselho de Ministros no domingo, 2 de janeiro de 2022, deu instruções ao Ministro dos Transportes tendo com vista à iminente abertura de uma linha marítima entre a Argélia e a Mauritânia.

Em nota, a presidência argelina, no entanto, indicou que se trata de uma rota marítima que ligará a Argélia ao porto de Nouakchott.

A decisão, motivada pelo desejo de aumentar o comércio entre os dois países, segue-se à visita de Estado do presidente da Mauritânia, de 27 a 29 de dezembro 2021, à vizinha Argélia.

Visita durante a qual foi assinado um importante acordo na área dos transportes, relativo à construção de uma rede viária de 775 quilómetros.

Os dois países, apesar da sua vizinhança, não usufruem plenamente do bem natural que constitui esta proximidade geográfica, embora estejam cada um repleto de potencialidades mineiras, agro-pastoris e industriais que seriam úteis para ambos.

Mais paradoxal, parte das trocas comerciais entre os dois países devem primeiro transitar por portos europeus.

As importações da Mauritânia, que se referem, entre outras coisas, a materiais de construção, produtos agroalimentares, materiais de embalagem, às vezes são transportadas por certos portos do outro lado do Mediterrâneo e podem levar vários meses (em vez de alguns dias) para chegar à capital do país, Nouakchott.

Os fluxos de retorno de mercadorias da Mauritânia dizem respeito a produtos da pesca e agro-pastoris.

A abertura dessa linha marítima deve impulsionar a cooperação económica e também o comércio entre os dois vizinhos.

Em particular, poderia reduzir os custos adicionais de transporte gerados pelo transbordo realizado em portos europeus.

Esses custos são sistematicamente aumentados ​​pelos embargadores nos preços de venda das mercadorias, tornando-os muito caros.

Da mesma forma, poderia ser uma porta aberta para o mercado da África Ocidental para o comércio com a parte do Magrebe do continente, dada a proximidade e conhecimento comercial da Mauritânia com a África Ocidental, que aliás, já fez parte da CEDEAO.

 

O que achas desta situação? Países vizinhos que passam pela Europa para negociar entre si? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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