Louise Mushikiwabo a mulher aos comandos da Francofonia

A Organização Internacional da Francofonia consiste de 54 países membros, dos quais 29 africanos – incluindo 3 PALOP: Cabo Verde/Guiné-Bissau/São Tome e Príncipe – com uma população de 1,2 mil milhões de habitantes e 16% do PIB mundial

Louise Mushikiwabo, tornou-se Ministra das Relações Exteriores de Ruanda em dezembro de 2009, poucos dias após a retomada das relações diplomáticas de Kigali com a França.

Considerada globalmente como uma diplomata de grande qualidade, que trabalhou incansavelmente com o presidente Paul Kagame para fazer do Ruanda um ator incontornável no cenário africano e importante e escutado no palco global.

No entanto Mushikiwabo, que não é membro do partido governante, a Frente Patriótica de Ruanda (RPF), e diz que está orgulhosa por ter desempenhado um papel na abertura de seu país ao mundo e, especificamente, trabalhar para o retorno do Ruanda à sua “herança da língua francesa em África”.

Durante os anos em que foi ministra dos Negócios Estrangeiros, o Ruanda conquistou muito crédito no cenário africano e internacional e conseguiu um papel de relevo e de estatuto não só no seio da comunidade africana, mas também internacional.

Recorde-se o papel de destaque do Ruanda em vários temas africanos como o da segurança e globais como o do clima.

Mushikiwabo era chefe de comunicação do Banco Africano de Desenvolvimento em Túnis antes de Paul Kagame a convidar para se juntar ao seu governo em março de 2008 como Ministra da Informação.

A sua nomeação à cabeça da Organização Internacional da Francofonia, em 2018, é ainda mais relevante e demonstra o peso do Ruanda na comunidade internacional, tendo em conta que o Ruanda e França, se desentenderam por causa do papel deste último no genocídio de 1994.

Lembramos que durante a visita do presidente francês no final de maio de 2021 ao Ruanda, Macron reconheceu o papel da França.

Mushikiwabo tornou-se a terceira africana a assumir a liderança da Francofonia, seguindo os passos do senegalês Abdou Diouf e do egípcio Boutros Boutros-Ghali.

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