Mali: Junta Militar sob um “dilúvio” de sanções.

Os países da CEDEAO decidiram no final da sua cimeira deste domingo, 9 de Janeiro de 2022, em Acra, capital do Gana, congelar os ativos do Mali dentro do Banco Central dos Estados África Ocidental (BCEAO), fechar as fronteiras entre o Mali e os estados membros da organização, mas também suspender as transações comerciais com Bamako, com exceção dos serviços médicos e produtos essenciais.

Além disso, a CEDEAO decidiu retirar embaixadores de todos os países membros do Mali, bem como outras sanções de ajuda financeira.

Representantes do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e da União Monetária Económica da África Ocidental (UEMOA), participaram da Cimeira.

Face a estas sanções, o Mali pode vir a ter o seu circuito financeiro rapidamente bloqueado

Outras instituições tais como o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) e o Banco de Desenvolvimento e Investimento da CEDEAO (EBID) suspenderão também todas as suas operações com Bamako.

Esta é a essência das sanções tomadas contra o Mali pelos chefes de Estado da CEDEAO reunidos neste domingo, 9 de dezembro, em resposta ao calendário de transição, cinco (5) anos, apresentado pela junta militar no poder para liderar a transição no país.

Além desta lista, existem outras sanções relativas à ajuda financeira.

Poucas horas antes da cimeira de chefes de estado da CEDEAO, a da UEMOA, que também não aprova a duração da transição (5 anos) proposta por Bamako, decidiu igualmente de sanções exemplares.

A junta militar que, antes das eleições presidenciais, prevê a adoção de reformas essencialmente políticas, quere um período de transição de cinco (5) anos que não foi aceite por nenhum dos parceiros do Mali nem das organizações da sub-região.

“Por mais que estejamos cientes da complexidade da situação nesse país, acreditamos que as reformas económicas e sociais que visam a reformulação do Mali só poderiam ser realizadas por autoridades eleitas democraticamente”, declarou Roch Marc Christian Kaboré, presidente do Burquina Faso e presidente em exercício da Conferência dos chefes de estado da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA).

 

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