Mali: Moçambicana, Diretora do BM, assina 30 milhões para o país.

A cooperação entre Mali e o Banco Mundial, que estava “em frio” desde maio 2021, acaba de ser retomada e a instituição de Bretton Woods vai retomar o financiamento de vários projetos.

Na sexta-feira, 1º de outubro 2021, a Diretora de Operações do Banco Mundial no Mali, a moçambicana Clara Ana De Sousa e o Ministro da Economia e Finanças do Mali, Alousséni Sanou, assinaram 4 acordos de financiamento, um dos quais de 30 milhões de dólares que permitirá obras rodoviárias para melhorar a acessibilidade para as populações rurais nas regiões de Sikasso e Koulikoro no sul do Mali.

Os fundos irão cobrir as obras de desenvolvimento de 1.700 km de estradas rurais para “abrir 650.000 pessoas e facilitar o acesso a 500 escolas e centros de saúde”.

Da mesma forma, este envelope será utilizado para construir 263 infraestruturas socioeconómicas ao longo desses eixos. Neste caso, salas de aula, centros de saúde comunitários, abastecimento de água. Todas as obras têm entrega prevista para junho de 2023.

Sikasso, uma área de fronteira com os países vizinhos, nomeadamente Burquina Faso e Costa do Marfim, é um centro de produção agrícola no Mali, enquanto Koulikoro é industrializada e possui um porto fluvial e infraestrutura ferroviária.

Este potencial que poderá vir a ser mais bem explorado uma vez que a acessibilidade dessas áreas tenha sido melhorada com a implantação deste projeto.

Recorde-se que tal como Mercados africanos tinha noticiado a 2 julho 2021, o Banco Mundial nomeou Clara Ana De Sousa como diretora de operações para os países do Sahel, incluindo Mali, Burquina Faso, Chade e Níger, sediada em Bamako, Mali.

Na altura a moçambicana tinha tido: “É um prazer voltar ao Mali como Diretora de Operações depois de ter tido a oportunidade de trabalhar no Mali onze anos atrás. O Banco Mundial está ativamente presente no Sahel e fez desta região um eixo prioritário dos programas da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA na sua sigla Inglesa) – com a adoção de uma abordagem integrada no âmbito da Aliança do Sahel”, disse Clara de Sousa.

“Espero trabalhar com governos, sociedade civil, setor privado e parceiros de desenvolvimento para apoiar uma recuperação resiliente, impulsionar a criação de empregos, capacitar mulheres e jovens e ajudar a fortalecer a resiliência climática”, acrescentou ela.

A moçambicana ingressou no Banco Mundial em junho de 2005 como Economista Sénior no Setor de Política Económica na região da América Latina e Caribe e desde então ocupou vários cargos de responsabilidade progressiva na África e na Vice-Presidência de Financiamento do Desenvolvimento (DFI) e foi nomeadamente responsável pelas operações de Angola e São Tomé e Príncipe e economista sénior no Mali.

Antes de ingressar no Banco Mundial, Clara de Sousa foi Diretora Executiva do Banco de Moçambique, bem como Diretora de Estudos e Professora da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane em Maputo, Moçambique.

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1 COMENTÁRIO

  1. É só para agradecer os esforços que o Banco Mundial tem sido feito e que esta fazendo com os Parceiros Unilaterais e multerais, para desenvolvimento dos diferentes sectores do mundo na promoção de um desenvolvimento sustentavel e duravel que não deve limitar só para os Países do Sachel.
    Entendo estes esforços devem ser redobrados em todos os Países que necessitaram de ajuda dos intelectuais, estados vulneraveis como a Guiné-Bissau, na luta contra Malaria, TB, VIH, no investimento a saúde comunitaria para melhor trabalho dos Agentes de Saúde Comunitaria que conseguem fazer chegar a melhoria da saúde das população mas vulneraveis onde estão implementados os acordos de Alma-Alta sobre os cuidados primarios de Saúde.
    Eu Suntum Duganda, na qualidade de quem esta enviando esta mensagem estou cheio de energia, vontade com diNãmismo de trabalhar nos projectos mas estou sem iniciativas de financiamento, já tenho um livro escrito que descreve sobre o cultivo do milho cereal para a diminuição da fome, directamente ligado para assuntos da diminuição dos casos de desnutrição que podera dar muitos empregos.
    Neste sentido queiro o vosso sentimento e apoio para o seu financiamento no sentido de ajudar alavancar este sector no nosso País a curto e medio prazo.
    Obrigado espero a vossa resposta com grande agrado.

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