Amadou Toumani Touré, um coronel que entrou para a política, está associado à transição democrática do Mali quando assumiu, pela primeira vez, o comando do país durante um ano, em 1991, ao derrubar o regime de Moussa Traoré, que se encontrava no poder desde 1968.

ATT deu um impulso á alternância política democrática que gradualmente se espalharia ao Benim, Togo, RDC, Congo, Gabão e até às primeiras eleições multipartidárias que tiveram lugar na Guiné-Bissau, em 1994.

No mesmo ano, 1991, organizou a conferência nacional, seguida por eleições legislativas e presidenciais em 1992, ganhas por Alpha Oumar Konare, o primeiro presidente democraticamente eleito na história pós-independência do Mali.

Mais tarde, em 2012 ─ a braços com uma rebelião tuaregue, reforçada por islamistas, que se dirigia em direção á capital, Bamako ─ ATT, foi vítima de um golpe de Estado após ter vencido as eleições de 2002 e 2012 e exila-se em Dakar.

De volta ao Mali, testemunhou o nascer de uma nova junta militar nascida dos protestos populares e de mais uma transição, num país centralizado na sua capital, Bamako e que parece ainda não ter sabido conciliar no seu tecido social, a população do norte, desértico, e a da savana.

Amadou Toumani Touré, morreu aos 72 anos, na Turquia, para onde tinha sido transferido após uma operação cardíaca.

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