O presidente do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) em Moçambique, Lourenço do Rosário, reconhece que o país continua a enfrentar vários desafios na prossecução da agenda de desenvolvimento nacional.

O MARP é um instrumento acordado mutuamente e aderido voluntariamente pelos estados-membros da União Africana, como um mecanismo de auto monitoria. A iniciativa tem como objetivo melhorar as práticas e padrões de governação.

É um mecanismo através do qual cada país faz autoavaliação da situação dos seus padrões e práticas de governação e busca depois experiências comuns dos seus pares, para melhorar boas práticas e padrões de governação.

Lourenço do Rosário falava em Maputo durante o seminário de validação dos resultados do Relatório de Progresso do MARP, a segunda avaliação a que Moçambique se submete.

Na ocasião, apontou o desenvolvimento da igualdade e os direitos humanos como alguns dos desafios, que assolam as lideranças governamentais, e toda a sociedade, nas lides políticas, económicas, sociais e das organizações não-governamentais.

De acordo com a fonte, o país tem ainda muito por melhorar no âmbito do MARP nos quatro painéis que o incorporam, respetivamente a governação política e democrática, governação empresarial, governação do desenvolvimento social e económico.

A implementação do MARP em Moçambique é suportada financeiramente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo representante residente adjunto no país, Francisco Roquette, participou no seminário.

Roquette destacou a importância do evento, realizado num contexto que considera difícil para Moçambique. Disse que este é dos poucos países no mundo que têm sido postos à prova tão fortemente nos últimos dois anos.

Na sua perceção a validação dos resultados do Relatório de Progresso do MARP deve ter em conta no quem é que está a ser deixado para trás em termos económicos e de direitos humanos e no que se pode fazer para melhorar.

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