Quinze anos depois da sua constituição a Bolsa de Dívida e Valores de Angola SA prepara-se para lançar no primeiro trimestre de 2021 o seguimento do mercado de ações, com a privatização da primeira empresa pública via Bolsa.

Em entrevista exclusiva a FinançasAfrik/Mercados Africanos, Raul Dinis coordenador do Departamento de Negociação da Bolsa de Valores de Angola anunciou para o primeiro trimestre de 2021 a realização do primeiro leilão em bolsa para comercialização das primeiras ações de uma empresa pública angolana, lançando assim um novo seguimento de mercado na Bolsa de Dívida e Valores de Angola, o mercado de ações.

Trata-se do Banco de Comércio e Indústria (BCI), a primeira de 11 empresas selecionadas entre 32 de referência para serem privatizadas via Bolsa, de um total de 195 empresas identificadas em junho de 2019.

O Banco de Comércio e Indústria foi constituído com 100% de capitais públicos, tendo na sua estrutura acionista a Sonangol, Endiama, ENSA, TCUL, Porto de Luanda, TAAG e Angola Telecom.

Ainda de acordo com o coordenador do Departamento de Negociação da Bolsa de Valores de Angola, o processo de privatização do BCI, que deverá ser concluído no primeiro trimestre de 2021 com a realização do Leilão em Bolsa obedeceu várias etapas nomeadamente: a desmaterialização e Integração das ações na Central de Valores Mobiliários da BODIVA, a assinatura do consórcio constituído pelo Standard Bank Angola, Standard Bank of South Africa Limited (“SBSA”) e a ASP Advogados, a definição da modalidade do Leilão a adotar, ou seja Leilão Eletrónico e a adequação dos requisitos técnicos e regulatórios para realização da referida modalidade e elaboração do Caderno de Encargos.

 

© Foto de Osvaldo Silva

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