Militares reabrem a fronteira entre a Guiné-Bissau e a Guiné-Conacri

Esta decisão foi divulgada nos meios de comunicação estatais na noite de segunda-feira, 13 de Setembro 2021 e será, de acordo com um comunicado da junta, apoiada por uma avaliação imediata da situação de segurança e de saúde pública com vista à abertura progressiva das seis fronteiras limítrofes, de acordo com um calendário já definido.

Segundo o cronograma estabelecido, a fronteira de Serra Leoa deve ser reaberta antes de 15 de Setembro de 2021; a fronteira com a Libéria antes de 16 de Setembro; a fronteira com a Costa do Marfim antes de 17 de Setembro; a fronteira com o Mali antes de 18 de Setembro; e as fronteiras da Guiné-Bissau e do Senegal, barricadas unilateralmente pelo presidente deposto, Alpha Condé, antes de 20 e 24 de Setembro de 2021, respetivamente.

Isto sugere que o novo homem no poder em Conacri, Mamady Doumbouya, não oporia mais pré-requisitos para reabrir as fronteiras com o Senegal e a Guiné-Bissau.

Quando chegaram ao poder, através de um golpe de estado, a 5 de Setembro 2021, os militares anunciaram na sua primeira declaração, o encerramento das fronteiras terrestres (Mali, Serra Leoa, Libéria), visto que as fronteiras com a Guiné-Bissau, Senegal e Costa do Marfim já estavam encerradas.

Recorde-se que as fronteiras entre a Guiné-Conacri e o Senegal, por um lado, e entre a Guiné-Conacri e a Guiné-Bissau, por outro, estão encerradas há quase um ano, o que impacienta as populações e os atores económicos cujas atividades dependem do tráfego transfronteiriço entre os três países.

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