Mina de Balama aposta na transição de energia.

As Minas de Grafite da Balama, em Moçambique, são o primeiro conjunto de minas a apostar na prioridade de transição energética ao aprovarem a instalação de um sistema de energia híbrida solar-bateria, da CrossBoundary Energy, a ser instalado brevemente.

Moçambique reflete assim, um movimento em direção à economia de custos e sustentabilidade, devido aos crescentes riscos associados às cadeias globais de fornecimento de energia.

 

A Mina de Grafite de Balama

A mina de Balama é uma das maiores minas de grafite de Moçambique e do mundo. Está localizada na parte norte do país na província de Cabo Delgado e tem reservas estimadas de 1,15 bilhão de toneladas de minério com 10,2% grafite.

A CrossBoundary Energy está a desenvolver o projeto de energia sob um acordo de construção, operação e transferência, compreendendo um arrendamento operacional de 10 anos e um contrato de operação e manutenção em Balama.

O sistema de bateria solar foi aprovado pelo conselho de administração da Syrah Resources, actual detentora da conceção de exploração, em Abril de 2022 e está programado para ser comissionado e operando antes do fim de Março de 2023.

Em média, o sistema de armazenamento de energia solar de 11,25 MWp e 8,5 MW/MWh de bateria (BESS) a ser instalado em Balama, reduzirá o consumo de diesel para geração de energia em 35%.

Durante os horários de pico da luz diurna, o sistema de bateria solar será capaz de fornecer até 100% das necessidades de energia da mina, aproveitando o alto potencial de irradiação solar da localização local. Prevê-se que o sistema de energia renovável economize ~ US$ 8 por tonelada a uma taxa de produção de 15 kt por mês.

 

Quem é a ACrossBoundary Energy

A CrossBoundary Energy, faz parte do CrossBoundary Group, foi criada em 2015 como o primeiro fundo dedicado da África Subsaariana para sistemas comerciais e industriais de energia renovável, incluindo sistemas de energia híbrida para o setor das minas.

Atualmente, está presente em mais de 10 países africanos e possui um portfólio de mais de 135 milhões de dólares em projetos de energia renovável para clientes comerciais e industriais em todo o continente.

A CrossBoundary Energy, é financiada pelo ARCH Emerging Markets Partners’ Africa Renewable Power Fund (ARCH ARPF) e está a ter uma procura crescente pelos seus sistemas híbridos de energia projetados especificamente para o setor das minas.

O presidente da CrossBoundary Energy, Pieter Joubert, afirmou:

“De momento, a energia solar e a eólica são opções de energia mais baratas e limpas para as empresas comerciais e industriais, principalmente no ramo das minas, como o caso da Balama”.

“A indústria das minas procura melhorar as estruturas de custos para aumentar as margens e garantir um balanço forte durante estes tempos de incerteza”.

“As soluções de energia renovável, normalmente podem economizar até 30% nos custos de eletricidade e gerar um retorno atraente sobre o capital devido aos baixos custos iniciais de capital”.

A CrossBoundary Energy apresenta uma grande mudança na mentalidade das indústrias mineiras, em particularmente na tomada de decisões executivas, não apenas em África, mas globalmente.

As soluções totalmente financiadas da CrossBoundary Energy e a capacidade de se mover rapidamente cruzam-se com os custos decrescentes da tecnologia renovável. Dessa forma, as empresas mineiras podem concentrar a sua atenção e fundos, nos principais processos de geração de receita, garantindo projetos de energia mais baratos, mais eficientes e mais limpos a longo prazo.

 

Conclusão

A escalada dos preços da energia devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia está a prejudicar os países mais dependentes das importações de energia. Nos mercados africanos, as empresas industriais e comerciais de alto consumo estão a sentindo esse aperto.

A África do Sul, por exemplo, lançou recentemente um convite à apresentação de propostas a produtores privados para fornecer 2.600 megawatts adicionais de energia renovável.

A necessidade de controlar os custos operacionais juntamente com a pressão para reduzir os gases de estufa nunca foi tão evidente quanto nos últimos meses.

Por isso, projectos como os apresentados pela CrossBoundary Energy, para a mina de Balama, são vitais para o futuro do nosso planeta.

 

O que achas deste projecto energético para a mina de Balama? É importante que esta transição energética seja feita rapidamente? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

Moçambique inaugura maior central solar do país

Imagem: © TWIGG Exploration & Mining Limitada
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