Moçambique aposta no uso sustentável dos mares.

O litoral de Moçambique tem uma extensão de cerca de 2,7km e é banhado pelo Índico, o terceiro maior oceano do mundo. Para este país dos PALOP, a proteção, a responsabilidade e o uso sustentável de recursos dos mares é uma questão também de sobrevivência.

Os oceanos fazem parte do cotidiano de 40% da população do país; em vésperas da Conferência da ONU sobre os Oceanos, a ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros destaca que a participação e a contribuição nacional nas discussões sobre o tema lembrarão a responsabilidade global

No próximo dia 27 de Junho de 2022, dezenas de líderes internacionais e um total de 12 mil pessoas são esperadas em Lisboa, Portugal, para discutir a proteção dos oceanos a nível global.

 

Consequências

A ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo, numa entrevista cedida à ONU News falou sobre o que espera do encontro.

“A nossa costa é enorme. Para nós, é muito importante porque a conferência vai se dedicar à proteção de oceanos e mares”.

“Mas também vai se dedicar ao debate da exploração ou uso sustentável dos recursos marinhos. É a economia azul. É importante que estejamos lá. Nós vamos estar lá”.

Nós pensamos que esta iniciativa, que junta Quénia e Portugal, é muito louvável. O último Crescendo Azul foi em Moçambique e para nós é irmos participar e continuarmos a contribuir”.

É importante olharmos para os oceanos com muita responsabilidade. Oceanos e mares”.

“Mas também temos que explorar a pensar no amanhã. Mas a pensarmos na consequência de uma exploração não cuidada e não regrada”.

A conferência global Crescendo Azul aconteceu em Moçambique em Novembro de 2021. O evento juntou pelo menos 1,4 mil participantes presenciais e online que falaram sobre investimentos no futuro do planeta.

O foco foi em questões de mares enfatizando o desenvolvimento da economia, na troca de experiências e conhecimentos sobre a matéria.

 

Clima

Um tema que preocupa as autoridades moçambicanas é o aquecimento dos oceanos como efeito das alterações do clima.  O país tem sido alvo de tempestades extremas, um fenómeno que mais do que duplicou em África nos últimos 50 anos.

 

Conclusão

A Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, coorganizada pelos governos de Portugal e do Quénia, acontece num momento em que o mundo enceta esforços para mobilizar, criar e promover soluções que permitam alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável antes de 2030.

Como parte das primeiras fases da Década de Ação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, recentemente lançada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a Conferência vai promover uma série de soluções inovadoras de base científica, destinadas a lançar um novo capítulo na ação global para os oceanos.

Até ao momento, o único país dos PALOP a confirmar a sua participação neste importante evento, foi Moçambique, o anterior país organizador.

 

O que achas desta conferencia? E a posição de Moçambique perante os oceanos? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © WWF 
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