Moçambique inaugura maior central solar do país.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, inaugurou, a 1 de Abril de 2022, a central solar de Metoro, na província de Cabo Delgado, no norte do país, que tem por objetivo garantir o reforço da capacidade de fornecimento de energia a mais de 140 mil pessoas.

Orçamentado em 47,3 milhões de euros e resultante de uma parceria entre a Eletricidade de Moçambique (EDM), com 25%, e a empresa francesa Néon, com 75%, a infraestrutura começou a ser construída em 2020.

É constituída por 121.500 painéis fabricados na China, possui uma capacidade de 41 megawatt e pode injetar 69 gigawatts/hora por ano na rede da Eletricidade de Moçambique (EDM).

A Planta Solar de Metoro, em Cabo Delgado, a maior central de energia solar de Moçambique, teve a participação da portuguesa Efacec que realizou o projeto de engenharia, fornecimento e construção e que ficará também responsável pela operação e manutenção desta central, instalada, segundo comunicado da empresa lido por Mercados Africanos

“Este projeto permitirá uma capacidade de produção de 69 gigawatts/hora (Gwh) por ano, garantindo o consumo de energia verde a mais de 140 mil pessoas, o que corresponde a cerca de 75% da população de Pemba, província de Cabo Delgado”, disse a Efacec na mesma nota.

A mesma revela ainda que com a entrada em produção do central solar de Metoro, “fica preenchido um dos pressupostos fundamentais para se acelerar o desenvolvimento desta região, com impacto direto na economia local, e na vida das populações, assim como a promoção do acesso à energia a 100% da população moçambicana”.

Referindo-se à situação em Cabo Delgado a empresa portuguesa em comunicado sublinhou o “desafio de se construir esta infraestrutura numa região que durante estes últimos dois anos foi assolada por constantes ataques e ameaças de grupos insurgentes, condições climáticas adversas e desafios ao nível da logística local e internacional”.

“Neste projeto de interesse nacional, onde o apoio e a cooperação com a comunidade e autoridades locais foram uma prioridade desde o primeiro dia, foram criados mais de 400 postos de trabalho durante a etapa de construção”.

“Os empregos locais representaram mais de 90% do total de trabalhadores, mantendo-se padrões extremamente elevados ao longo do período de construção”, divulgou a Efacec.

O financiamento do projeto foi prestado pela Agência Francesa de Desenvolvimento, com um empréstimo de 40 milhões de dólares e o remanescente pelo Governo moçambicano.

Após 25 anos de operação, a infraestrutura passa para a EDM.

 

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Imagem: © 2022 Efacec
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