Pessoas sem máscara, próximas umas das outras e sem ligar a necessidade de desinfeção das mãos era o que mais se notava nos ambientes de aglomerados que se juntaram para celebrar a passagem do ano 2020 para 2021.

Em quase todos os locais, na zona cimento ou periférica, grupos de adultos, jovens e crianças, trajados a rigor, faziam-se à rua para celebrar o novo ano, mas quase que ninguém se lembrava de se prevenir da Covid-19.

Não faltaram fogos de artificio, carnes e bebidas para animar a festa. Um cenário que fazia esquecer mesmo o ano 2020, mesmo sem que se tenha declarado o fim de uma pandemia que continua a causar mortes em todo o mundo, incluindo no país.

Este cenário de festa desprevenida era notório em quintais, nas zonas periféricas, e mesmo em plena via pública, tal como se podia ver na avenida 10 de Novembro, onde grupos de jovens e adultos se abraçavam, dançavam e consumiam bebidas diversas.

Nestes lugares não faltou quem, por consequência do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, se prostrasse ao chão e perdesse a transição, ainda que ao som alto da música que se fazia ouvir em diferentes viaturas e colunas

Em bairros como Hulene e Polana Caniço “A” para além de fogos de artificio, pessoas menos bem intencionadas optaram por queimar pneus e colocar no meio da avenida Julius Nyerere.

As autoridades policiais anunciaram não ter registos de situações gravosas de sinistralidade, mas não que estas não tenham ocorrido. Pode ser que não tenham sido registadas.

Na maternidade do Hospital Central do Maputo (HCM) uma jovem de 21 anos deu a luz, pela primeira vez, a uma menina com 2600 gramas, num parto considerado normal. A parteira chefe em serviço, Cesaltina Chicogo, disse que a bebé se encontrava em bom estado de saúde, mas continuava sob cuidados médicos.

Nos serviços de urgência da mesma unidade sanitária havia um movimento ligeiro de entradas de doentes, alguns dos quais feridos durante as celebrações da passagem do ano.

Bares e barracas funcionaram para além do período estabelecido na última comunicação do Presidente da República à nação, das 09 as 16 horas de domingo à quinta-feira, e das 09 às 19 horas nas sextas-feiras e sábados.

O novo ano, 2021, foi recebido com euforia, mesmo com os problemas que o país está neste momento a viver. Pessoas há que chegaram a afirmar que esta era uma oportunidade para esquecer as dificuldades passadas em 2020.

Na capital do país, particularmente, de vários pontos subiam fogos de artifício que coloriram os céus, mas com a timidez e o receio não obstante a visível ignorância as medidas preventivas da Covid-19, sobretudo nas zonas periféricas.

Aspeto negativo na transição do ano foi o registo de quatro mortes, segundo informação partilhada ontem pela Polícia da República de Moçambique (PRM). Duas pessoas morreram na cidade de Maputo. Uma delas, do sexo feminino e cuja identidade ainda se desconhece, perdeu a vida na sala de reanimação do Hospital Central de Maputo, onde deu entrada com traumatismo craniano severo. A outra é um menor, que morreu atropelado.

As outras duas mortes aconteceram em Gaza, sendo que uma foi vítima de espancamento por acusação de feitiçaria e a outra por atropelamento.

Segundo a Rádio Moçambique, outro atropelamento ocorreu em Cabo Delgado, envolvendo uma menor de quatro anos, que contraiu ferimentos graves, estando hospitalizada.

Ainda assim, a transição do ano foi descrita como tranquila um pouco por todo o país.

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