As autoridades de Moçambique estão a lançar vários avisos à população sobre a tempestade tropical que deverá atingir o país na quarta-feira, (30/12) lembrando os efeitos devastadores dos ciclones Kenneth e Idai no ano passado, e avisam que a ajuda dificilmente chegará a todas as pessoas que precisam.

Já esta semana, o próprio Presidente moçambicano destacou que é muito difícil, em tempo de pandemia de covid-19 e com a situação de insegurança no norte do país, garantir que a ajuda chega a todos, e recomendou às populações da província de Sofala que se protejam e abandonem as suas casas se não estiverem seguras.

Os ciclones são um facto da vida em Moçambique, todos os anos, entre outubro e abril, o país é assolado por chuvas e ventos fortes, que mostram a força da natureza ao passar pelas casas prefabricadas e muitas vezes em más condições de conservação, que se mostram impotentes para resistir às intempéries.

“As famílias têm de garantir e preparar uma quantidade de comida e ter água em casa suficiente para aguentar alguns dias”, alertou o vereador da área da Construção, Saneamento e Urbanização do Conselho Autárquico da Beira, em declarações aos jornalistas.

Albano Caris explicou que a tempestade tropical Chalane, que já está no canal de Moçambique, pode evoluir até à situação de ciclone, provavelmente na quarta-feira, e atingir as províncias de Zambézia e Sofala.

Na memória de todos está ainda a passagem do ciclone Idai, que em março do ano passado atingiu o centro de Moçambique, fez mais de 600 mortos e afetou quase 2 milhões de pessoas.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Sofala prevê que a tempestade possa afetar mais de 70 mil pessoas, cerca de 23 mil das quais estão na cidade da Beira.

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