Moçambique prevê comercializar na presente campanha de comercialização pouco mais de 150 mil toneladas de caju.

Esta previsão deriva do parque cajuícola moçambicano com 15 milhões de plantas e seis viveiros que libertam anualmente cerca de dois biliões de mudas enxertadas.

Falando no lançamento da campanha de comercialização desta oleaginosa, o Vice-Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, afirmou que o país consegue empregar 170 mil operários no sector, incluindo os que produzem e processam a amêndoa em quantidade suficiente para alimentar a indústria e garantir a sua exportação.

Banze enalteceu o processamento secundário que agrega valor aos subprodutos da castanha. Nesse contexto, elogiou a Associação para a Promoção do Cooperativismo Moderno e a Bolsa de Mercadorias de Moçambique, instituições que se engajaram na sua comercialização, através de leilões.

“É um processo que foi bem preparado e esperamos que doravante os mercados da castanha de caju passem a ser mais competitivos, no sentido de que os produtores desta cultura de rendimento fiquem satisfeitos com o esforço e sacrifício que têm feito no processo de produção assim como os industriais que vão encontrar a sua matéria-prima bem padronizada e localizada, através de leilões”, disse Olegário Banze.

Por seu turno, Mohamed Yunuss Gafar, presidente em exercício da Associação Industrial do Caju (AICAJU), disse que a sua agremiação tem sido interlocutora entre os produtores e processadores, lamentando contudo o facto de nos dois últimos anos “se estar a assistir a um retrocesso do desenvolvimento da indústria”.

Frisou que a indústria do caju já teve uma capacidade de processamento de 108 mil toneladas, mas que na última campanha não passou das 30 mil toneladas, situação que se deveu a problemas no comércio externo devido à qualidade de aprovisionamento local.

“Aprendemos que o descuido no aprovisionamento da castanha e juntar num mesmo lugar produtos de campanhas de produção diferentes é prejudicial. Assim, a AICAJU apela a que se evitem estas práticas, que poderão concorrer para que o país perca a possibilidade de aceder ao mercado preferencial no exterior. Temos vindo a fazer um trabalho intenso de sensibilização para que os produtores tenham este nível de consciência”, disse Gafar.

Dados da AICAJU indicam que existem atualmente no país treze fábricas de processamento da castanha.

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