Moçambique quer um lugar no CS das NU

O Presidente moçambicano lançou oficialmente, nesta sexta-feira, 17 setembro 2021, a candidatura do país a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas no mandato 2023/24 com a paz como prioridade.

“O nosso compromisso com a agenda de paz no quadro do Conselho de Segurança é tudo quanto nos motiva, porque sabemos quão nefasta é a ausência de paz e quão benéfica é a harmonia”, destacou ele.

Tal como Mercados Africanos tinha noticiado e comentado  entre a pandemia e a situação de guerra na Província de Cabo Delgado, provavelmente passou despercebido que em setembro e outubro de 2020 a diplomacia moçambicana tivesse pedido aos países “amigos” para apoiarem a sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU, cujas eleições vão decorrer em 2022.

Na altura, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicana, Verónica Macamo, tinha pedido apoio aos países de África e Médio Oriente com representação diplomática em Maputo para apoiarem a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.

E tinha adiantado que: ”a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) endossou a nossa candidatura: Moçambique vai se candidatar a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 2023/2024, cujas eleições vão decorrer em 2022″.

Mais tarde a 24 de marco 2021, Moçambique voltou a instar os novos embaixadores que apresentaram credencias na Presidência da República a apoiarem o país nas eleições ao Conselho de Segurança da ONU para conseguir um dos 10 lugares reservados aos seus membros não permanentes.

Os oito novos embaixadores que garantiram apoio foram os da Turquia, Portugal, Senegal, Níger, Sérvia, Colômbia, República Checa e a República da Jamaica.

Na altura Verónica Macamo, tinha dito: “Mais do que mostrar a disposição dos seus respetivos países, mostraram ainda a intenção de convencerem outros países com os quais têm boas relações, a apoiarem Moçambique nessa candidatura, alguns representantes deram, inclusive ideias de como ganharmos esta corrida com um grande número de votos. Estamos confiantes que poderemos conseguir alcançar esse objetivo”.

No mesmo sentido nesta sexta-feira, 17 setembro 2021, Nyusi realçou que a candidatura de Moçambique goza de apoio unânime dos 15 membros da SADC e dos 54 estados-membros da União Africana (UA), além de manifestações de simpatia e encorajamento por parte de nações de outros continentes, nomeadamente no seio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

As eleições vão decorrer em 2022 e o mandato de dois anos arranca a 01 de Janeiro de 2023, terminando a 31 de dezembro de 2024.

Recorde-se que o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros sendo 5 permanentes (China, EUA, Reino Unido, França e Rússia) ou seja os vencedores da segunda guerra Mundial e 10 não-permanentes, que são eleitos para mandatos de dois anos pela Assembleia Geral.

Há já vários anos que muitos dos países membros da ONU pedem uma revisão do CS a fim de incluir como membros permanentes países que representem regiões, tais como África, América Latina e o Médio Oriente.

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