A francesa Total pediu ontem (01/01) a um numero não determinado de trabalhadores que desocupassem o local do projeto de gás natural liquefeito de Moçambique, com um investimento de 20 mil milhões dólares, considerando que os ataques dos insurgentes estão cada vez mais perto da área de trabalho.

Esta decisão da petrolífera francesa foi tomada sobretudo depois da invasão, esta semana, de uma cidade a menos de 5 quilómetros da zona de construção do que é o maior investimento privado na África subsaariana, o que faz antever os riscos que corre a construção do terminal de exportação de gás natural na costa norte de Moçambique.

A Total “reduziu temporariamente sua força de trabalho no local em resposta ao ambiente atual”, disse a empresa num email, citado num artigo da Bloomberg a que teve acesso Mercados Africanos acrescentando que “a situação está em constante avaliação”.

Os ataques ocorreram logo depois de o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pedir às Forças de Defesa e Segurança “máxima prontidão” e se ter referido aos “bons resultados” por parte das forças governamentais.

Moçambique espera que projetos de gás natural liderados pela francesa Total, a que se junta o da italiana Eni e o da norte-americana Exxon Mobil, transformem o país e o possa tornar num grande exportador global do combustível.

O governo moçambicano luta contra uma insurgência na província de Cabo Delgado que começou em outubro de 2017 e que matou cerca de 2.500 pessoas e obrigou 570.000 a deixarem as suas casas.

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