O governo moçambicano prevê para o próximo mês Junho a chegada, no país, da vacina contra a Covid-19, estimando que no mês seguinte, Julho, seja vacinado o primeiro dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde (MISAU).

A previsão, de acordo o Ministro da Saúde de Moçambique, Armindo Tiago, resulta do facto de o país ter já cumprido duas, das quatro etapas exigidas para aceder a este fármaco.

“Estamos a falar de cerca de seis milhões de doses, o que correspondente a apenas 20% da população moçambicana. Nesta iniciativa, há que cumprir várias etapas antes de receber a vacina. Enumero quatro, duas das quais já cumpridas por Moçambique”, disse o ministro Armindo Tiago, numa entrevista à Rádio Moçambique.

Sublinhou que Moçambique já submeteu um plano de assistência técnica, isto é, como a vacina é nova e ainda não se sabe muito bem os aspetos relativos a ela, será necessária a assessoria de peritos que possam aconselhar fazer a vacinação.

Também, segundo o ministro, já foi submetida a chamada candidatura de acesso à vacina, na qual se especifica os chamados grupos prioritários, quer dizer, os que vão ser os primeiros a ser imunizados.

“Em Fevereiro, submeteremos aquilo que serão as nossas necessidades para a cadeia de frio. Qualquer que seja a vacina, ela precisará de uma cadeia de frio”, disse Tiago.

Depois disso, a última etapa é submeter a algo que se chama plano de implementação, aquele que vai explicar as pessoas que nos oferecem vacina de quais são os procedimentos que nós vamos adotar para o processo da vacinação em todo o país.

Acrescentou que o Governo adotou uma estratégia de três níveis: global, continental e regional. A maioria dos países da África e maior parte da região da Austral resolveu abraçar a iniciativa Covax, um movimento mundial que junta 187 países. Trata-se de uma iniciativa para permitir que se possa ter uma vacina segura, pré-qualificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e chegue ao país de forma gratuita.

Entretanto, segundo o ministro, é preciso ter em conta que vacina é uma medida complementar às providências atualmente em vigor contra a Covid-19, daí não poder ser vista como algo que vai resolver todos os problemas do novo coronavírus.

A iniciativa Covax, lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), prevê distribuir, pelo menos, dois mil milhões de doses até ao final de 2021 de forma a imunizar 20% das pessoas mais vulneráveis em 91 países pobres, principalmente em África, na Ásia e na América Latina.

Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, Moçambique registou um total de 19.309 casos positivos do novo coronavírus, dos quais 86% foram dados como recuperados. O país contabiliza ainda 169 mortes devido à doença.

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