Moody’s: Economias africanas em recuperação frágil.

Segundo a Moody’s, a perspetiva de evolução das economias africanas subsaarianas, nos próximos 12 a 18 meses, é negativa, devido à frágil recuperação económica, persistentes riscos externos e falta de capacidade para ajustes.

A agência de notação financeira Moody’s considerou esta quarta-feira,17 novembro 2021, que “embora o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para a região da subsaariana acelere marginalmente em 2022, será insuficiente para recuperar a produção e as perdas de receita desencadeadas pela pandemia”, disse Aurelien Mali, vice-presidente de crédito da Moody’s e autor do relatório

Mali acrescentou que “os efeitos na geração de receita, já de si baixa, vai manter os défices orçamentais e os requisitos de financiamento elevados no próximo ano, e os fardos da dívida elevados”.

Ao mesmo tempo, a exposição a riscos socioambientais terá um impacto particular na evolução do crédito. Os governos provavelmente verão os riscos sociais intensificarem-se em resposta ao cansaço da pandemia e às crescentes procuras por mais apoios, empregos e serviços e isto numa situação de fraco crescimento.

A Moody’s indicou ainda que sem um aumento do apoio financeiro internacional, a capacidade de sustentar o peso da dívida vai diminuir ainda mais, intensificando as pressões sobre a liquidez dos países e a vulnerabilidade aos riscos externos, particularmente devido à limitada capacidade dos sistemas bancários nacionais darem novos financiamentos e a aproximação da maturidade de várias emissões de dívida pública nos mercados financeiros, nos próximos anos.

A agência de notação global também se referiu a algumas das ações de notação em descida mais marcantes tomadas em 2021 em relação a alguns países africanos, entre estas, das Ilhas Maurícias (Baa2 negativo) em março, do Botswana (A3 estável) em abril e da Etiópia (Caa2 negativo) por duas vezes.

Mencionou igualmente que manteve, em negativa, a perspetiva de Gana (B3 negativa) e a do Quénia (B2 negativa).

Em nota positiva a Moody’s recordou que “Realizamos algumas ações de classificação positivas. Elevamos Benim (B1 estável) em março, tendo como pano de fundo as expectativas a estabilização da dívida e uma resiliência económica, e Angola (B3 estável) em setembro, devido à implementação das reformas e uma taxa de câmbio estável, apoiada pelos preços mais elevados do petróleo, melhores indicadores fiscais e redução dos riscos de liquidez.

“Também alteramos a perspetiva do Mali (Caa1 estável) de negativa para estável, conforme as condições políticas se estabilizaram após o golpe de agosto de 2020. Atribuímos uma perspetiva positiva para a República Democrática do Congo (Caa1 positiva) em outubro para refletir suas perspetivas económicas robustas dadas as reformas estruturais

Veja Também: Moody’s Conferência anual de mercados emergentes

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