A cantora e atriz Lena Horne, conhecida como a “Cinderela negra”, uma das principais vozes na luta contra o racismo nos Estados Unidos e a primeira atriz principal negra de Hollywood no final dos anos de 1930, é vista como a precursora, a que abriu o caminho para que atrizes negras conseguissem papéis maiores, morreu esta semana aos 92 anos em Nova Iorque.

Lena nasceu em Nova Iorque a 30 de Junho de 1917 e começou a carreira, aos 16 anos, como dançarina no Cotton Club, famoso clube no Harlem, onde artistas negros célebres da época atuavam para plateias brancas.

Muitas de suas participações em filmes nos anos 1940 e 1950 podiam facilmente ser excluídas das exibições dos filmes no sul dos Estados Unidos, onde as plateias brancas podiam protestar contra a aparição de uma atriz negra. Corajosa sempre recusou os papéis de empregada doméstica ou de prostituta que até então, eram as únicos que Hollywood oferecia às atrizes negras.

Um dos seus papéis foi ao lado de Richard Widmark em “A Morte de um Pistoleiro” e o de Glinda, a Bruxa Boa, em “O Mágico Inesquecível”, adaptação de “O Feiticeiro de Oz” feita com um elenco inteiramente negro.

A vida de Lena Horne foi cheia de contradições. Apesar de ser negra demais para chegar ao estrelato em Hollywood, quando menina era espezinhada por outros negros, devido à sua pele morena clara.

Fez campanha pelos direitos civis nos anos 1950 e 1960 o que prejudicou, ainda mais, sua carreira no cinema.

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