Mpho Phalatse, a nova “patroa” de Joanesburgo.

Mpho Phalatse, ganhou  a câmara de Joanesburgo nas recentes eleições municipais da Africa do Sul. Mas quem é ela?

Tal como Mercados Africanos noticiou, nas recentes eleições municipais realizadas na África do Sul, o partido histórico de Nelson Mandela, o ANC, perdeu de forma expressiva.

O eleitorado negro que desde o fim do Apartheid votava pelo partido que combateu o regime racista, votou desta vez pelo partido dos “Brancos”, a Aliança Democrática.

Os escândalos e a corrupção fizeram com que ao longo dos anos a distância entre a direção do ANC e as suas bases fosse cada vez maior.

Uma das reviravoltas mais marcante foi a perda de Joanesburgo, a maior cidade e o centro financeiro e económico da África do Sul e um dos maiores no continente africano.

A nova Presidente da Câmara Municipal é a segunda mulher e a primeira negra a ocupar essa posição e contra todas as perspetivas não vem do ANC, mas sim da Aliança Democrática, visto como o partido dos “Brancos”.

Mas quem é Mpho Phalatse, a nova e toda-poderosa “patroa” de uma das cidades mais importantes do continente?

Nascida em Tshwane a 7 de novembro de 1977, filha de pais professores, Mpho Phalatse enfrentou as tribulações comuns à maioria negra e pobre do país.

Mas, desde muito cedo, a jovem concretizou as ambições da avó, com quem passou grande parte da infância, e dos pais que queriam uma vida melhor para a filha.

Aluna obstinada, terminou o liceu em 1994, tendo ingressado depois na Universidade de Witwatersrand para estudar engenharia química em 1995.

No entanto, após muita reflexão quis seguir uma carreira em que se sentisse mais útil para as pessoas.

Foi assim que acabou por entrar na faculdade de medicina da Universidade Sefako Makgatho, onde obteve a licenciatura em 2005 e iniciou o estágio no Hospital Tembisa, na província de Gauteng.

Em seguida, oferece os seus serviços em várias clínicas da região, enquanto faz cursos de gestão de projetos.

Finalmente obteve uma pós-graduação em gestão de projetos e um diploma de medicina.

Paralelamente à sua carreira médica, explora modelos de prestação de serviços em diferentes contextos e abre uma empresa, oferecendo serviços de aconselhamento para deficientes.

O seu interesse pela política manifesta-se quando as condições de vida da comunidade que acolhe a clínica Alex, localizada no município do mesmo nome, onde está a funcionar, se deterioram, nomeadamente devido à má governação.

Em seguida, ingressou na Aliança Democrática, com o objetivo de contribuir para a restauração do Município, onde o seu compromisso permitiu que fosse eleita para representar o seu partido no comité municipal.

Paralelamente assessora a área da saúde e desenvolvimento social da Aliança Democrática (DA) em Joanesburgo e impulsionou a extensão do horário de atendimento em clínicas e desenvolveu uma estratégia multidimensional para a prevenção e tratamento da dependência de drogas.

Muito respeitada dentro do seu partido, não hesita em expressar o que pensa, o que lhe valeu ter sido suspensa ainda que brevemente em 2018 por permitir que o Presidente da Câmara, da altura, Herman Mashaba soubesse “que ela e a cidade são amigas de Israel”.

Mpho Phalatse encontra-se à frente de uma cidade que gera 15% do PIB do país, segundo estatísticas locais e não deve apenas lidar com os partidos que a ajudaram a chegar à sede do município, mas também enfrentar o aumento da criminalidade em Joanesburgo, caso contrário, em breve será criticada como seus antecessores.

Será esta uma verdadeira viragem da AD sul-africana? O que achas? Comenta aqui, dá a tua opinião, não hesites. E claro, se gostaste do artigo dá um “gosto/like”.

Veja Também: Joanesburgo – Partido dos “brancos”, elege negra

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