Mudanças climáticas – África polui menos e sofre mais.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Centro Global de Adaptação (GCA), organizaram ontem (06/04) uma iniciativa por videoconferência, para debaterem as experiências de combate às alterações climáticas num contexto de pandemia em África, cujo vídeo Mercados Africanos teve a oportunidade de analisar.

No evento participaram, entre outras personalidades, responsáveis de instituições financeiras, incluindo o FMI, chefes de Estado de vários países africanos, entre eles o do Gabão, Ali Bongo, do Senegal, Macky Sall, o Presidente da RDC e da União Africana, Félix Tshisekedi e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, entre outros

Este evento inscreve-se num novo programa do BAD e do GCA de Aceleração da Adaptação em África, numa abordagem tripla à Covid-19, as alterações climáticas e os desafios económicos emergentes do continente.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu um “forte compromisso financeiro” para a adaptação dos países em desenvolvimento às alterações climáticas.

“Sem esse forte compromisso financeiro para apoiar o mundo em desenvolvimento na adaptação e também nos seus esforços de mitigação, não teremos os resultados de que necessitamos na COP26 (reunião sobre o clima) em Glasgow”, acrescentou.

Os Chefes de Estado do Senegal, Macky Sall, e do Gabão, Ali Bongo, expuseram as calamidades a que está exposto o Continente tais como secas, desertificação, desflorestação e inundações e indicaram que a mobilização anual de 25 mil milhões de dólares para a adaptação às alterações climáticas em África, são fundamentais para o financiamento da mitigação dos efeitos das mesmas.

“África é muito mais afetada pelas mudanças climáticas do que contribui para elas, em matéria de emissões de gases, por exemplo”, disse o presidente Senegalês, sublinhando a necessidade de acelerar o financiamento das alterações climáticas.

O presidente do BAD, Akinwumi Adesina referiu-se à cimeira de Paris sobre o clima, e lembrou que os custos da adaptação climática em África poderão atingir os 50 mil milhões de dólares anuais em 2040 e acrescentou “os países desenvolvidos devem cumprir as suas promessas de dedicarem100 mil milhões de dólares ao financiamento climático”.

“Apenas 10 por cento do financiamento climático é destinado à adaptação e África recebeu apenas três por cento desse financiamento”, sublinhou Adesina.

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