Mulher do Mali deu á luz nove bebés ─ O outro lado da história

A imprensa internacional e mesmo alguma africana, ao dar a notícia, incidiu sobre o facto de ser uma africana do Mali a dar á luz nove crianças, e implicitamente repisando o facto da alta natalidade em África e ligando isso com a pobreza, o que, aliás, não é necessariamente sempre certo, de um ponto de vista de desenvolvimento económico.

Mais uma africana que traz ao mundo “um montão de filhos”, foi essa a imagem com que ficaram os leitores dos média globais e também os da lusofonia ao lerem e escutarem a notícia.

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Nós, em Mercados Africanos, vimos o outro lado da história, feita de investimentos na saúde, de melhores sistemas ─ mesmo privados ─ de saúde, de tecnologia e conhecimento científico e de equipas médicas africanas do topo da gama.

Todos os médias globais, a começar pelos de língua portuguesas, preferiram “esquecer-se” desta parte e como sempre focalizar-se e veicular o que pode ser percebido como negativo em relação a África.

Dito isto, não temos os olhados fechados e por várias vezes temos explicitamente criticado a falta de investimento no setor da saúde e as más infraestruturas e equipamentos dos sistemas de saúde pública no continente.

Mas sempre que possível, apresentamos também e em prioridade, o que se passa de positivo e neste caso, específico, de excelência no setor saúde em África.

Esta é a forma como nós vimos essa história:
A 4 de maio 2021 uma mulher do Mali, Halima Cissé de 25 anos, deu à luz 9 bebés ─ 5 meninas e 4 meninos ─ na clínica Ain Borja, em Casablanca, Reino do Marrocos, uma subsidiária da Akdital Holding, uma das empresas parceiras do fundo Mediterranea Capital Partners.

Este fundo com sede em Malta é uma empresa de private equity focada em investimentos de crescimento para PMEs no norte de África e nos países subsaarianos.

Em 2019, Mediterrania Capital III investiu na Akdital Holding para ajudar a fortalecer o grupo e melhorar a qualidade dos serviços de saúde acessíveis a uma parte maior da população.

A clinica Ain Borja usa técnicas avançadas e os melhores equipamentos para fornecer uma variedade de serviços de saúde como cardiologia, cirurgia cardíaca, neurocirurgia, oncologia, radioterapia, terapia intensiva, cuidado neonatal, etc.

A clínica de grande renome no continente africano disponibilizou uma plataforma técnica avançada, incluindo cirurgia neonatal e unidades de reanimação de última geração.

Os bebés estão de boa saúde e serão atendidos com os melhores tratamentos da região.

Albert Alsina, fundador e CEO da Mediterrania Capital Partners, disse: “O nosso trabalho como investidores de private equity não pode ser mais recompensado do que ver como a equipe médica auxiliada pelas tecnologias mais avançadas, mais avançadas, salvar vidas todos os dias. Através dos investimentos da Mediterrania, ajudamos as empresas a alcançar a sua próxima fase de desenvolvimento, e fazemos isso seguindo os mais elevados padrões éticos, garantindo o bem-estar e a prosperidade das comunidades africanas. “

Após o feito conseguido pela equipa médica da clínica, sob a supervisão do Professor Dr. Youssef Alaoui, que se referiu ao caso como “extremamente raro e excecional”, os nove bebés vão ter passar mais alguns meses na clínica, numa incubadora.

Foi necessária uma organização digna dos mais avançados serviços de saúde do mundo para salvar a mãe, Halima Cissé de 25 anos e as cinco meninas e os quatro meninos.

No total, dez médicos e 25 paramédicos compareceram ao parto e, ao nascerem, cada bebê pesava entre 500g e 1kg.

A tarefa tornou-se muito difícil e complexa quando Halima deu entrada na clínica com uma gravidez de 25 semanas, período de risco para o parto.

O diretor médico, professor Alaoui, disse que a sua equipa conseguiu prolongar a gravidez para chegar às 30 semanas.

O parto pôde então ser feito com os bebés nascidos prematuramente, e que deverão atingir a maturidade sob assistência, em incubadoras.

“A mãe agora está saudável, ela já não corre perigo. Desejamos a ela e aos bebés uma rápida recuperação ”, sublinhou o professor Youssef Alaoui.

A ministra da Saúde do Mali, Fanta Siby, felicitou as equipas médicas do Mali e de Marrocos por este “feliz desfecho”, pois quando Halima viajou para Casablanca, os médicos do Mali acreditavam que ela estava grávida de sete bebés.

Esta é a história como nós a vimos, com abnegação, cooperação intrafricana, altos conhecimentos científicos, excelentes equipas médicas africanas, tecnologia, e investimentos no setor da saúde.

Desejamos longa vida a Halima Cissé e às nove pequenas maravilhas.

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