Mundial de Futebol 2022: Reino Unido bloqueia viagens de jogadores africanos

O governo do Reino Unido não quer deixar os jogadores de futebol internacionais africanos viajarem para integrar as suas seleções para participarem nas eliminatórias do Mundial 2022 – que começam dentro de dias – devido às restrições relacionadas com a pandemia do Covid-19.

No entanto a Confederação Africana de Futebol (CAF), já escreveu ao Primeiro-ministro Britânico Boris Johnson, a dizer que essa posição é inaceitável.

As regras atuais do Reino Unido destinadas a limitar a propagação do coronavírus significam que os países na “lista vermelha” britânica – incluindo a maior parte das nações africanas – não podem convocar os jogadores da Premier League para jogos internacionais, considerando que estes não terão autorização de saída.

A política veio à tona quando o Egito anunciou nesta segunda-feira, 23 de agosto 2021, que não tinha sido capaz de contar com Mohamed Salah, do Liverpool.

Na carta enviada ao Primeiro-ministro, a CAF, insistiu com o governo britânico para “fornecer urgentemente as isenções necessárias para permitir que os jogadores africanos competissem pelos seus países nas eliminatórias para o Mundial da Fifa no Catar 2022”.

A carta da CAF, dá seguimento a uma outra carta enviada pelo órgão dirigente do futebol mundial, a FIFA, ao governo do Reino Unido e da Espanha – que partilha da mesma posição com o Reino Unido – pedindo a mesma coisa, embora para todos os jogadores internacionais que atuam no Reino Unido e não obviamente só os africanos.

Um porta-voz do governo confirmou à BBC Sport que o primeiro-ministro recebeu a carta da FIFA e responderá em conformidade.

A carta de CAF chamava a atenção para “isenções semelhantes que foram concedidas pelo governo britânico para permitir a presença de delegações e dirigentes, entre outros, nas finais do Campeonato Europeu realizado há menos de dois meses”.

Por seu lado o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse que essa questão é “um assunto de grande urgência e importância”.

“Muitos dos melhores jogadores do mundo competem em ligas na Inglaterra e em Espanha, e acreditamos que esses países também partilham a responsabilidade de preservar e proteger a integridade desportiva das competições em todo o mundo.”

Recorde-se que a Premier League disse que os seus clubes “relutantemente, mas unanimemente” decidiram não deixar viajar os jogadores, acrescentando que “conversas longas ” ocorreram com a Federação de Futebol e o governo “para encontrar uma solução”, mas que “nenhuma isenção foi concedida” .

O presidente da FIFA “apelou para o apoio necessário” sobre as restrições de quarentena do Reino Unido para que “os jogadores não sejam privados da oportunidade de representar os seus países nos encontros de qualificação para o Mundial 2022, que é uma das maiores honras para um jogador de futebol profissional “.

Ele acrescentou: “Juntos, mostramos solidariedade e unidade na luta contra a Covid-19. Agora, estou a pedir a todos que garantam a presença dos jogadores internacionais nas próximas eliminatórias do Mundial 2022”.

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