Nairobi: Capital queniana vai ter táxis aéreos

A companhia de aviação Kenya Airways anunciou um acordo com o fabricante brasileiro Embraer para operar táxis aéreos em Nairobi, a capital do país, num esforço para liderar o mercado neste novo modo de transporte na África Oriental.

Os táxis aéreos destinam-se a reduzir para seis minutos o tempo necessário para ir do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (JKIA) até ao centro da capital, Nairobi.

No passado dia 16 de agosto 2021, a empresa brasileira assinou um Memorando de Entendimento com a Kenya Airways, através da recém-formada subsidiária da transportadora nacional Fahari Aviation, para desenvolver a Electric Vertical Aircraft (EVA), que deverá começar a operar em 2025.

A subsidiária da companhia aérea Kenya Airways, Fahari, já criou uma escola de veículos aéreos não tripulados para treinar os quenianos interessados.

A EVA tem um alcance de 250 quilómetros e pode transportar um peso de 250 libras a 400 quilómetros por hora. A aeronave é totalmente autónoma porque é controlada por sistemas automáticos tais como radar e 12 sensores de câmara e não requer qualquer assistência de piloto humano.

Contudo, a EVA começará como uma aeronave tripulada, de acordo com o acordado para oferecer serviços de mobilidade aérea urbana, aproximando todos os passageiros da aviação tradicional do seu destino final a tempo e de forma confortável.

A nova aliança baseia-se também na necessidade de introdução de aviões elétricos de emissão zero no sector dos transportes do Quénia.

A chegada de táxis aéreos, de acordo com André Stein, CEO do segmento Urban Air Mobility Solutions (UAM) da Embraer, proporcionará um meio de transporte alternativo para passageiros preocupados pelo tempo.

Segundo ele, o objetivo desta colaboração é estabelecer modelos operacionais de amplo acesso à Mobilidade Aérea Urbana para ajudar os principais mercados da Fahari Aviation.

A EVA ajudará a Fahari Aviation, a subsidiária da Kenya Airways com sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS na sua sigla em Inglês) e a colaborar nos processos necessários de Gestão de Tráfego Aéreo Urbano (UATM na sua sigla em Inglês) e no ambiente operacional da mobilidade aérea.

“Estamos entusiasmados com a nossa parceria com a Kenya Airways para permitir novos tipos de mobilidade aérea tanto para pessoas como para produtos em toda a região”.

Stein afirmou ainda que o desenvolvimento de soluções de mobilidade aérea urbana disruptivas e amplamente disponíveis ajudará a democratizar a mobilidade, tornando-a mais acessível, barata, e proporcionando às comunidades mais opções.

Por seu lado o CEO da Kenya Airways Allan Kilavuka declarou que a Fahari Aviation está na vanguarda do estudo de tecnologias modernas, com especial enfoque na aviação, a começar pelos drones.

“Esperamos desenvolver novas soluções de mobilidade aérea para os nossos clientes no Quénia e na região como resultado da nossa parceria”, acrescentou Kilavuka.

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