NASA mostra o cosmos como nunca foi visto.

A NASA revelou nesta terça-feira, 12 de Julho de 2022, imagens coloridas obtidas pelo poderoso telescópio espacial James Webb, que fornecem um vislumbre inédito de como era o universo no inicio.

Estas imagens são as mais detalhadas do cosmos já alguma vez capturadas por qualquer telescópio.

A primeira foi divulgada ainda na segunda-feira, acompanhada de um evento na Casa Branca com a presença do presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. “É um dia histórico”, declarou o democrata na cerimónia.

A imagem da NASA, mostrava o aglomerado de galáxias Smacs 0723, conforme aparentava ser há cerca de 4,6 bilhões de anos. A massa combinada do aglomerado actua como uma lente gravitacional e amplia galáxias muito mais distantes atrás dela.

Segundo a NASA, trata-se da “mais profunda e nítida imagem de infravermelhos do universo primitivo já capturada”.

“Se segurarem um grão de areia na ponta do dedo a uma distância equivalente ao comprimento do braço, essa é a parte do universo que vem [na imagem]”.

“Aqui, conseguem-se ver galáxias brilhando ao redor de outras galáxias”, explicou o administrador da NASA, Bill Nelson.

 

Planetas habitáveis?

O telescópio James Webb também expôs a análise atmosférica de um exoplaneta gigante chamado Wasp-96b – um planeta gasoso que orbita uma estrela fora do sistema solar terrestre. O astro, localizado a cerca de 1.150 anos-luz da Terra, orbita a sua estrela a cada 3,4 dias. Foi descoberto em 2014 e tem cerca de metade da massa de Júpiter.

O novo telescópio espacial da NASA “é tão preciso que veremos se os planetas são ou não habitáveis, porque podemos determinar a composição química das suas atmosferas”, disse Nelson.

 

O último suspiro de uma estrela

NASA mostra o cosmos como nunca foi visto
A Nebulosa do Anel Sul em luz infravermelha próxima e média, iluminada por uma estrela nos seus últimos estágios de vida.

Em outra imagem, o telescópio mostrou a Nebulosa do Anel Sul, que é uma nebulosa planetária – ou seja, uma nuvem de gás e poeira que envolve uma estrela em vias de morrer.

Esta estrela, tem quase meio ano-luz de diâmetro e está localizada a aproximadamente 2 mil anos-luz da Terra. A estrela no seu centro tem emitindo anéis de gás e poeira há milhares de anos em todas as direções. O gás ionizado quente, é aquecido pelo núcleo da estrela, criando a névoa azul à sua volta.

A imagem mostra ainda uma série de galáxias, que são os pontos de luz multicoloridos ao redor da nebulosa.

 

Grupo de galáxias

NASA mostra o cosmos como nunca foi visto
O Quinteto de Stephan é um grupo de cinco galáxias na constelação de Pégaso, a cerca de 290 milhões de anos-luz da Terra.

O novo telescópio da NASA, obteve ainda uma imagem nítida do Quinteto de Stephan, um grupo de cinco galáxias na constelação de Pégaso, a cerca de 290 milhões de anos-luz da Terra. Cada galáxia contém milhões ou centenas de milhões de estrelas. É notável por ser o primeiro grupo compacto de galáxias a ser descoberto, no já longínquo ano de 1877.

A imagem mostra a evolução das diferentes galáxias, bem como o processo de nascimento e evolução das estrelas. É a maior imagem entre as capturadas pelo
telescópio, cobrindo o equivalente a um quinto do diâmetro da Lua e composta de mais de mil arquivos separados.

Por fim, a NASA revelou também uma imagem dos penhascos cósmicos da Nebulosa Carina, com centenas de novas estrelas que nunca haviam sido vistas antes.

O que se vê na imagem é a borda de uma região de formação de estrelas chamada NGC 3324. Grandes aglomerados de galáxias em primeiro plano ampliam e distorcem a luz dos objetos atrás deles. Essa gigantesca cavidade gasosa está a cerca de 7.600 anos-luz de distância da Terra.

 

Universo com maior precisão

As novas imagens têm mais do que apenas valor estético. As imagens capturadas pelo telescópio espacial Hubble foram cruciais para ajudar os cientistas a entender como os planetas, estrelas e galáxias eram formadas. Até ajudou a obter uma data de origem do Universo mais precisa – cerca de 13,8 bilhões de anos atrás.

O Hubble ainda está em funcionamento, mas os novos avanços tecnológicos incorporados no telescópio espacial James Webb devem aprofundar ainda mais o conhecimento sobre o universo, e de forma mais eficiente.

“Com o Hubble, foram necessárias duas semanas de imagens contínuas para obter imagens detalhadas, mas com o James Webb obtivemos a imagem antes do pequeno-almoço”.

Afirmou Jane Rigby, cientista de operações do James Webb, em um comunicado à imprensa nesta passada terça-feira.

O novo telescópio da NASAS, está pronto para ensinar ao mundo sobre a origem do cosmos de uma forma nunca antes vista, desde a formação de estrelas e planetas até ao nascimento das primeiras galáxias no início do universo.

 

O telescópio James Webb

O James Webb, é o maior e mais poderoso telescópio espacial do mundo. Foi lançado ao espaço em Dezembro de 2021 a partir da Guiana Francesa.

Em Janeiro, ele já tinha atingido o seu ponto de observação a 1,6 milhões de quilómetros da Terra, quatro vezes mais longe que a Lua, de onde oferece uma visão inédita do universo.

Para se ter uma ideia da distância, o Hubble, que era o maior telescópio em operação antes do James Webb, está a 600 quilómetros da Terra, a operar desde 1990, entrando e saindo da sombra do planeta a cada 90 minutos.

O James Webb é incomparável em tamanho e complexidade. O seu espelho mede 6,5 metros de diâmetro – três vezes o tamanho do espelho do Hubble – e é feito de 18 seções hexagonais.

O telescópio usa câmaras térmicas infravermelhas para capturar partes do espectro eletromagnético invisíveis a olho nu. O infravermelho permite que os astrónomos vejam através de nuvens de poeira que, de outra forma, bloqueariam a visão.

O seu objetivo é dar aos cientistas e ao mundo um vislumbre dos primeiros dias do universo de à 13,7 bilhões de anos, além de aumentar o zoom em objetos cósmicos mais próximos, até mesmo o Sistema Solar, com foco mais nítido. O Hubble, por exemplo, conseguiu voltar no tempo em 13,4 bilhões de anos.

O James Webb é resultado de uma colaboração entre a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial do Canadá (CSA).

 

O que achas disto? A NASA deu um passo em frente na ciência, com este telescópio? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

Bronzes do Benim, são devolvidos pela Alemanha

Imagem: © 2022 NASA, ESA, CSA, STScI, Webb ERO Production Tea

    No feed items found.

close

VAMOS MANTER-NOS EM CONTACTO!

Gostaríamos de lhe enviar as nossas últimas notícias e ofertas 😎

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.