Níger, o 33° país a aderir à Sociedade Financeira Africana.

A Sociedade Financeira Africana (Africa Finance Corporation – AFC) deu as boas-vindas à República do Níger como o 33º Estado-Membro, elevando a adesão de países africanos para 60%, segundo comunicado a que teve acesso Mercados Africanos.

“É com prazer que dou as boas-vindas à República do Níger como um novo membro da AFC”, disse Samaila Zubairu, Presidente e CEO da AFC.

“A adesão do Níger reflete um marco importante, pois complementa a adesão de todos os países da África Ocidental. Isso ajudará significativamente a fortalecer as atividades da AFC na região e a desenvolver o sistema de comércio e logística intra-africano. A AFC continuará a fornecer sua rica experiência e conhecimento técnico para garantir a infraestrutura crítica necessária e apoiar o desenvolvimento e a industrialização do país, especialmente nestes tempos difíceis. “

Comentando sobre a adesão do Níger, o Ministro das Finanças, Ahmat Jidoud, sublinhou: “Estamos muito satisfeitos por nos juntarmos à AFC, um fornecedor de soluções de infraestruturas globais e pan-africanas, para apoiar o desenvolvimento da infraestrutura, o desenvolvimento económico e a criação de empregos e redução da pobreza tao necessários ao Níger”.

 “A associação à AFC já deveria ter sido feita há muito tempo e temos o prazer de fazer parceria com uma instituição africana com reconhecida experiência no desenvolvimento e financiamento de infraestruturas resilientes ao clima. O Níger é um dos países mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas no mundo devido à sua exposição aos riscos climáticos e à sua posição sem litoral. Esta parceria ajudará o Níger a construir resiliência a longo prazo para os seus sistemas industriais e pastorais”, acrescentou o ministro.

Recorde-se que o mandato da AFC é o de preencher a lacuna de infraestrutura da África, a AFC investiu mais de 8,7 mil milhões de dólares em 35 países africanos, usando o seu acesso exclusivo aos mercados de capital globais para impulsionar o desenvolvimento, integrar as economias do continente e transformar vidas.

Exemplos recentes incluem um investimento de 130 milhões de euros na Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar, que presta serviços de gestão do tráfego aéreo; 62,2 milhões de dólares em financiamento para o Projeto de Energia Eólica do Mar Vermelho de 60 MW em Djibouti; e um investimento de 150 milhões de dólares nos ativos da zona económica especial ARISE no Benim e Togo, cuja visão estratégica é construir ecossistemas industriais e logísticos competitivos.

Os países membros beneficiam de vantagens significativas, incluindo maior alocação de investimentos, acesso privilegiado a soluções de estruturação e empréstimo de AFC, redução dos custos da dívida incorridos por projetos e acesso aos serviços de consultoria e desenvolvimento de projetos.

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