Nigéria: Dangote injeta mil milhões de dólares na refinaria de açúcar

A Nigéria é um dos mercados de açúcar mais importantes de África. Com o aumento da população, a procura por açúcar explodiu na última década e muitos privados estão a investir no setor.

Neste contexto a Refinaria de Açúcar Dangote (DSR na sua sigla em Inglês) disse recentemente que investirá mil milhões de dólares para expandir os seus negócios.

O plano de expansão aumentará a capacidade anual de refinação de 1,44 milhões de toneladas para 2 milhões de toneladas de açúcar bruto.

O grupo Dangote também planeia aumentar a área total cultivada de cana-de-açúcar para 100.000 hectares.

Este anúncio, que vem poucas semanas depois da isenção concedida ao grupo pelo Banco Central (CBN) para a importação de açúcar, deve ajudar a fortalecer a sua posição do grupo Dangote no mercado do açúcar nigeriano.

A refinaria Dangote controla 70% das vendas de açúcar no país e ultrapassa outros operadores como BUA Group e Golden Sugar.

No final do primeiro semestre de 2021, a empresa produziu 403.846 toneladas de açúcar refinado.

As vendas aumentaram 27,8%, para 131,95 mil milhões de nairas (320 milhões de dólares) e um lucro de 12,6 mil milhões de nairas (31 milhões de dólares).

A Nigéria é o segundo maior mercado de açúcar na África Subsaariana depois da África do Sul.

Grupo Dangote

Recordamos que o Grupo Dangote é um conglomerado industrial multinacional nigeriano, fundado por Aliko Dangote, a pessoa mais rica de África

É o maior conglomerado da África Ocidental e um dos maiores do continente africano. O grupo emprega mais de 30.000 pessoas e gerou uma receita superior a 4,1 mil milhões de dólares em 2017.

Foi fundado em 1981 como uma empresa comercial, que importava açúcar, cimento, arroz, peixe e outros bens de consumo para distribuição no mercado da Nigéria.

O grupo mudou-se para a manufatura na década de 1990, começando com têxteis, passando depois para a moagem de farinha, processamento de sal e refinação de açúcar.

A seguir, a empresa passou para a produção de cimento, crescendo rapidamente e expandindo-se para outros países africanos.

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