Nigéria investe mais de 600 milhões na cadeia de valor do gás

O Ministério dos Recursos Petrolíferos anunciou um mecanismo de intervenção, em parceria com o Banco Central da Nigéria, para estimular o investimento no sector privado na cadeia de valor do gás.

Com dotação equivalente a 606 milhões de dólares, o projeto visa fomentar o desenvolvimento de infraestruturas para otimizar os recursos nacionais de gás para o desenvolvimento económico.

Os projetos de grande escala serão financiados ao abrigo do Fundo de Intervenção de Energia e Companhias Aéreas (PAIF) e os de pequena escala e de distribuição a retalho serão financiados pelo NIRSAL Micro Finance Bank e outras instituições abrangidas pelos Programas de Investimento das PME do Agronegócio (AGSMEIS).

A Nigéria continua a depender fortemente das receitas do petróleo para financiar o seu orçamento.

No entanto o país segue há vários anos uma política de dinamização do setor de gás e, com isso, de redução de pelo menos 50% das emissões de gases de efeito estufa.

Esse valor deve ser usado, entre outras coisas, para financiar a criação de centrais de processamento de gás, pequenas centrais petroquímicas, fábricas de cilindros de gás, sistemas e plantas modulares de regaseificação de gás natural comprimido (GNV), fabricação de kits ou componentes de conversão automática.

Da mesma forma, estações de compressão de GNV primárias e secundárias, bem como pontos de micro distribuição e centros de serviços de vendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), poderiam vir a ser desenvolvidos.

É importante lembrar que esse fundo, lançado em agosto de 2020, ainda estava inacessível, devido aos atrasos relacionados com a pandemia, embora já tivessem sido efetuados cerca de 50 pedidos de pequenas e médias empresas que desejam desenvolver as suas capacidades de apoio ao setor nacional do gás.

Para que este investimento e plano do governo federal de diversificar a matriz energética do território por meio de sua política de gás tenha êxito, depende também da postura a ser assumida pelos comerciantes de derivados de petróleo.

O objetivo dessa política é movimentar os veículos da frota nacional a gás, de forma a reduzir a importação de gasolina e contornar a alta do preço nas bombas de gasolina.

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