Nigeriana, Damiola Ogunbiyi, quer levar energia a 759 milhões de pessoas.

A Nigeriana Damilola Ogunbiyi, Diretora Executiva e Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Energia Sustentável para Todos e Copresidente da ONU-Energia disse que: “Encontramo-nos num momento crítico dos debates sobre as alterações climáticas. O que está claro é que o caminho para o zero líquido só pode concretizar-se com uma transição energética justa e equitativa que ofereça acesso a energia limpa e economicamente acessível aos 759 milhões de pessoas que não têm acesso a eletricidade e aos 2,6 mil milhões de pessoas que não têm acesso a soluções de cozinha limpa”.

A investigação da Energizing Finance deste ano, 2021, desenvolvida pela Sustainable Energy for All em parceria com a Climate Policy Initiative e a Dalberg Advisors, demonstra que o financiamento para a eletricidade registado nos 20 países que acolhem 80% da população mundial sem eletricidade diminuiu 27% em 2019, o ano anterior ao aparecimento da pandemia de COVID-19 e prevê-se que as pressões económicas causadas pela pandemia, tenham resultado em reduções ainda mais acentuadas no investimento no acesso à energia em 2020 e 2021.

Energizing Finance: Understanding the Landscape 2021, um dos dois relatórios publicados nesta série, revela que o financiamento concedido para o acesso a eletricidade residencial caiu para 12,9 mil milhões de dólares em 2019 (face a 16,1 mil milhões de dólares em 2018) nos 20 países. Este valor representa menos de um terço do investimento anual estimado de 41 mil milhões de dólares necessário a nível global para alcançar o acesso universal à eletricidade até 2030.

A segunda publicação da série, Energizing Finance: Taking the Pulse 2021, oferece uma visão pormenorizada do volume estimado e do tipo de financiamento de que as empresas e os clientes necessitam para alcançar o acesso universal à energia tanto para a eletricidade como para a cozinha limpa até 2030.

Ilustra igualmente, os desafios ligados à acessibilidade económica à energia que as pessoas enfrentam nestes países e a necessidade de apoio financeiro para os consumidores, sob a forma de subsídios, por exemplo.

Estas conclusões foram divulgadas a poucas semanas da realização da COP26 em Glasgow, onde os líderes globais irão debater formas de alcançar progressos significativos na luta contra as alterações climáticas.

No âmbito destes esforços, terão de encontrar formas de reduzir as emissões globais do setor energético, aumentando em simultâneo o acesso à energia nos países em desenvolvimento a fim de promover o seu desenvolvimento económico.

 Recorde-se que a Sustainable Energy for All é uma organização internacional que trabalha em parceria com as Nações Unidas e os dirigentes governamentais, o setor privado, as instituições financeiras, a sociedade civil e as organizações filantrópicas em apoio a uma implementação mais rápida de medidas que visam alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS7) – acesso a energia economicamente acessível, fiável, sustentável e moderna para todos até 2030 –, em linha com o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas.

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