Ninguém nos vai impedir de explorar o nosso petróleo.

“Ninguém nos vai impedir de explorar o nosso petróleo”, afirmou em uma entrevista dada à agencia Bloomberg, o presidente do Uganda, Yoweri Museveni.

O Uganda está entre várias nações africanas – como Senegal e Moçambique – que esperam lucrar e muito, com os projetos planeados de petróleo e gás, mesmo quando o grande debate mundial está focalizado em como reduzir a dependência dos combustíveis fósseis devido ao efeito sobre o aquecimento global.

O Uganda enfrenta também a oposição de grupos da sociedade civil, cujas preocupações sobre o impacto no ambiente e comunidades locais levaram potenciais financiadores, como o Standard Bank Group Ltd a reavaliar o seu próprio envolvimento.

Embora seja muito menos do que o que o maior produtor da África, a Nigéria, produz, o Uganda, espera atingir uma produção diária de 230.000 barris até 2025. Essa tonelagem tornará o país em maior produtor do que alguns dos membros africanos da OPEP.

A produção que vai começar em 2025 foi acertada com as empresas de petróleo “e ninguém vai mudar isso”, disse Museveni numa entrevista à Bloomberg News a 31 outubro 2021 ao referir-se a empresas franceses e chineses e acrescentar que” Não há nada pendente para o governo fazer com relação ao início da produção, e uma decisão final de investimento será anunciada em breve”, disse ele.

“Agora que temos o nosso próprio petróleo, não há como continuar importando produtos refinados com todo aquele custo adicional de transporte”, disse Museveni. Em relação às organizações não governamentais que se opõem ao projeto Museveni considerou que elas estão “apenas a desperdiçar o tempo das pessoas”.

E sublinhou que “o Uganda é responsável por uma pequena fração das emissões de gases com efeito de estufa, em comparação com superpoderes industriais globais como a China e os EUA”.

“O petróleo continuará a ser importante para o mundo, uma vez que tem outras utilizações para além do combustível, incluindo o fabrico de plásticos, petroquímicos e fertilizantes”, disse Museveni.

Recorde-se que as reservas petrolíferas do Uganda foram descobertas há cerca de 15 anos, ao que se seguiram atrasos contínuos que incluíram a alteração da rota de exportação.

Mas agora, as empresas internacionais parecem estar preparadas para desenvolver os campos petrolíferos, bem como um oleoduto aquecido de 1,443 quilómetros para transportar o crude até ao porto de Tanga, na Tanzânia.

Veja Também: A maior estação de tratamento de águas residuais da África Oriental fica no Uganda

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1 COMENTÁRIO

  1. Enfim, um completo boçal que só pensa no lucro, igual a tantos outros boçais. Quando não houver mais planeta para vender o seu petróleo…

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