Níquel da Tanzânia vai para veículos elétricos.

O Grupo BHP anunciou nesta segunda-feira, 10 de Janeiro de 2022, que investirá cerca de 100 milhões de dólares na mineradora britânica Kabanga Nickel,  para a exploração de um projeto de níquel na Tanzânia, considerada a maior jazida do mundo.

Esta decisão marca uma nova vontade por parte da mineradora que deixou África em 2019 para se aventurar, pelo que ela tinha considerado na altura, em “jurisdições mais rígidas”.

A BHP indicou que procura, por meio desse investimento, aceder os metais e minerais necessários para a eletrificação da economia mundial firmemente engajada numa transição energética.

A britânica Kabanga Nickel, que está a desenvolver o projeto, planeia começar a produzir em 2025.

O objetivo é uma produção anual mínima de 40.000 toneladas de níquel, 6.000 toneladas de cobre e 3.000 toneladas de cobalto.

Estes dados baseiam-se numa procura por níquel, um componente-chave das baterias de veículos elétricos, que deve aumentar nos próximos anos.

“Através do desenvolvimento de Kabanga, a Tanzânia desempenhará um papel cada vez maior no fornecimento das baterias de metal necessárias para a transição para uma economia global de baixo carbono”, disse Chris Showalter, diretor administrativo da Kabanga Nickel.

Por seu lado, Kabanga disse num comunicado que este investimento aumentará a sua participação para 8,9% assim que estiverem reunidas as condições.

A BHP planeia investir mais 50 milhões de dólares, o que aumentaria a sua participação para 17,8%, avaliando o projeto em 658 milhões.

Recorde-se que em outubro passado (2021), a Tembo Nickel Corporation Limited (TNCL), uma subsidiária da mineradora britânica Kabanga Nickel, obteve uma licença especial de mineração (SML) para o projeto de níquel Kabanga

 

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