Um investidor de nacionalidade canadiana, Shehab Shanti, assinou no passado dia 31 (31/03) com o governo de São Tomé e Príncipe um contrato de concessão, por um período de 90 anos, de 204 hectares de terra no sul da ilha, para a construção de uma Zona Franca denominada “Malanza”, nome que se dá ao último rio a entrada da ex-empresa agrícola Porto Alegre.

O investimento, avaliado em 1 bilhão e 300 milhões de dólares deve arrancar este novembro com o lançamento da primeira pedra, depois da apresentação de um estudo de impacto ambiental e um plano de desenvolvimento onde será detalhado onde se vai construir cada infraestrutura.

Quatro hotéis de seis e sete estrelas, universidades e centro de formação especializados, hospital de referência, pista de aterragem para aviões de pequenas capacidades entre várias outras unidades é o que propõe o investidor ucraniano construir, naquilo que é considerado o maior investimento privado no arquipélago.

Pelo menos nove mil postos de empregos estão garantidos para a execução das obras que vai prolongar por vários anos, mas Shehab Shanti garante que “uma boa parte” da mão de obra “é espacializada e terá de vir de fora”.

O investidor canadiano tem a ambição de transformar São Tomé e Príncipe com o seu investimento num centro de prestação de serviços semelhante as Ilhas Maurícias ou Seychelles.

“E porque não? São Tomé e Príncipe tem todas as condições para isso. Este projeto tem todos os ingredientes para ser considerado como as Seychelles ou ilhas Maurícias”, disse Shehab Shanti.

De acordo com o contrato assinado por Shehab Shanti e as autoridades de São Tomé e Príncipe, a que o Mercados Africanos teve acesso, dentro de 60 dias o investidor deverá apresentar um plano de desenvolvimento detalhado daquilo que vai construir, que obedeça as regras de proteção ambiental e de higiene, estradas tratamento de lixo, bem como um estudo do impacto ambiental.

Logo após apresentar este plano de desenvolvimento, Shehab Shanti é obrigado a depositar a favor do Estado três milhões de euros para os trabalhos preliminares que incluem a demarcação da zona franca.

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