Entrevista Exclusiva a Mercados Africados com, Salimo Abdula, Presidente da Confederação Empresarial da CPLP – Terceira Parte

Nesta terceira e última parte da entrevista exclusiva com o Presidenta da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula, empresário moçambicano que preside a um dos principais holdings de Moçambique, a Intelecholdings, o foco centrou-se nos PALOP, que constituem a maioria dos Estados Membros da CPLP, seis entre nove, incluindo a iniciativa do BAD, Compacto Lusófono e a situação económica de Moçambique.

Neste sentido Salimo Abdula, realçou o facto de que dentro da CE-CPLP existe o núcleo empresaria dos PALOP, com o objetivo de impulsionar investimentos e articulações empresariais desses seis países e entre eles e os mercados sub-regiões e organizações em que se inserem.

E informou que:” esse núcleo e precisamente coordenado pelo nosso colega de Angola, Eliseu Gaspar e que reúne os interesses desses países dentro da Confederação Empresarial”.

Um outro tema, mas também ligado aos PALOP foi o Compacto Lusófono uma novidade do BAD que tem a ver com um programa de investimentos criado pelo BAD e por Portugal no intuito de acelerar os investimentos privados nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

O grande objetivo deste programa de investimentos é “aumentar o volume e reduzir o risco de investimento”, segundo nos tinha dito em entrevista recente Joseph Ribeiro, Diretor=Geral do BAD para a África Ocidental.

Sobre esta iniciativa e como o setor empresarial dos PALOP vai beneficiar, Salimo Abdula, explicou-nos o seguinte: “Nós participamos em algumas cerimónias do Compacto, o nosso colega do grupo PALOP tem estado em contacto com algumas entidades e a CE-CPLP disponibilizou-se junto do BAD para podermos para participar como consultor ou ligação entre o BAD e os projetos para minimizar o risco devido ao conhecimento mais profundo das realidades dos PALOP, usando as nossas redes e os conhecimentos que temos em cada país”.

A terminar Salimo Abdula, na sua qualidade de um dos grandes empresários Moçambicanos, deu-nos a sua opinião sobre a recuperação económica do país, considerando o impacto do COVID-19 e da situação em Cabo Delgado: ”Moçambique está a sofrer do impacto da pandemia e da situação do terrorismo no Norte e esta situação em Cabo Delgado afeta diretamente as populações da zona mas também, no seu todo, a imagem do país e o receio dos investidores.”

E acrescentou que:” O projeto com a Total sofreu vários atrasos e trouxe graves prejuízos para as empresas locais que tinham contratos de prestação de serviços” e enfatizou que: ”as PME e as populações estão a sofrer muito porque não têm poupanças”.

No entanto Salimo Abdula, pensa que, “de forma transversal, o Governo está a fazer o seu melhor para minimizar o impacto económico e social da pandemia”.

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