A OMC, com sede em Genebra, que atua como árbitro internacional para disputas comerciais, adiou a reunião que tinha sido convocada para nomear Ngozi Okonjo-Iweala da Nigéria como a sua próxima diretora-geral.

A administração de Donald Trump tinha-se oposto à sua nomeação no final do processo de seleção, apesar do ex-ministro das finanças nigeriano ter obtido o apoio esmagador dos 164 membros da OMC.

A reunião especial do conselho geral da organização comercial tinha sido  convocada para tomar a decisão formal de nomear Okonjo-Iweala após a maioria dos países ter expressado a preferência por ela em vez de Yoo Myung-hee da Coreia do Sul.

Os analistas em comércio internacional avançam que a vitória Biden/Harris pode ter levado os países a pedirem um adiamento da reunião com o objetivo de garantir o apoio da Casa Branca uma vez que Biden seja o novo locatário a partir de 20 de janeiro de 2021.

No entanto o comunicado oficial diz que : “Por motivos que incluem a situação de sanitária  e os eventos atuais, as delegações não estarão em condições de tomar uma decisão formal a 9 de novembro”.

A OMC disse que a reunião estava adiada até nova ordem e durante o qual a organização continuaria a realizar consultas.

Okonjo-Iweala deu um passo enorme para se tornar a primeira mulher e a primeira africana a ser diretora do órgão que controla o comércio global, após obter o apoio da UE, China, Japão e Austrália.

Liam Fox, um dos principais  Brexiter e ex-secretário de comércio internacional, concorreu como o candidato preferido do governo do Reino Unido, mas não conseguiu obter apoio suficiente de outros países.

O atraso na seleção de um novo diretor-geral da OMC ocorre num momento difícil da economia mundial que se debate com a segunda onda do Covid-19, e após anos de críticas à OMC por parte da administração de Trump.

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