A perspetiva de crescimento global, 5,4%, melhorou desde o início do ano, liderada por uma recuperação robusta na China e nos Estados Unidos da América, países com “vacinações rápidas e medidas contínuas de apoio fiscal e monetário”.

Em contraste, “as perspetivas de crescimento em vários países do Sul da Ásia, África Subsariana e América Latina e Caribe permanecem frágeis e incertas”, indica a atualização do relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas (WESP, na sigla em inglês) publicada a 11 de maio de 2021 pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais (DESA) das Nações Unidas (ONU), que inclui uma projeção de expansão da economia mundial de 5,4% em 2021 e que consultou Mercados Africanos.

Estes dados significam uma revisão em alta das previsões publicadas em janeiro 2021, quando se previa um crescimento de 4,7%.

No entanto o mesmo relatório avisa para um crescimento desigual devido à pandemia e processos inadequados de vacinação em vários países

 “O aumento do número de infeções por covid-19 e o progresso inadequado de vacinação em muitos países ameaçam uma recuperação ampla da economia mundial”, sublinha o DESA.

É o caso de África cujo crescimento será de 3,6% em 2021 e 3,7% em 2022, alertando que “a pandemia de covid-19 infligiu um duro golpe nas perspetivas do desenvolvimento sustentável em África, exacerbando o desemprego, a pobreza e a desigualdade”.

A África do Sul, com 2,8% de crescimento em 2021, a Nigéria, com 1,8%, e o Egito, com 1,8%, demonstraram das dificuldades que as maiores economias da região estão a enfrentar no processo de recuperação.

O rendimento africano per capita ─ rendimento por pessoa tendo em conta o crescimento económico do país ─ só deverá voltar aos níveis anteriores à pandemia em 2024. 

A atualização do relatório do DESA não difere de janeiro, quando a ONU alertou para o aumento da desigualdade “como consequência dos enormes pacotes de estímulo económico dos países mais ricos, que têm uma perspetiva de recuperação muito melhor que os países com menos recursos, que não puderam atuar com a mesma contundência”.

O relatório confirma o que nem todos esperavam ao sublinhar que “O comércio global de mercadorias já ultrapassou os níveis pré-pandémicos, impulsionado pela forte procura por equipamentos elétricos e eletrónicos, equipamentos de proteção individual e outros produtos manufaturados”.

O economista-chefe das Nações Unidas, Elliot Harris, argumenta que “as desigualdades no acesso às vacinas entre diferentes países e regiões representam uma séria ameaça a uma recuperação económica já injusta e frágil. O acesso oportuno e universal às vacinas COVID-19 fará com que se possa sair rapidamente da pandemia e conduzirá a economia global em direção a uma recuperação sólida, em vez de se desperdiçar muitos mais anos de crescimento, desenvolvimento e oportunidade.”

O relatório observa que as mulheres estão na vanguarda da luta contra a pandemia, mas são também as mais atingidos de várias maneiras, principalmente porque fazem a maior parte do trabalho doméstico e dos serviços de assistência não remunerados.

“A pandemia empurrou quase 58 milhões de mulheres e meninas para a pobreza extrema”, disse Hamid Rashid, chefe da Secção de Monitoramento Económico Global do DESA e principal autor do relatório.

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