ONU: Economia africana melhora, mas cautela.

As atividades económicas em África estão a melhorar após uma crise sem precedentes e da desaceleração em 2020, de acordo com a Situação Económica Mundial e Perspetivas das Nações Unidas 2022, a que teve acesso Mercados Africanos.

O Departamento das Nações Unidas para Assuntos Económicos e Sociais (UNDESA) melhorou a estimativa de crescimento para as economias africanas, antevendo uma expansão de 3,8% no ano passado (2021) e uma aceleração para 4% este ano.

No entanto, o relatório observa que a recuperação económica global está a enfrentar obstáculos significativos com novas ondas de infeções por COVID-19, desafios persistentes do mercado de trabalho e da cadeia de abastecimentos, conjugado com uma inflação crescente.

Ainda segundo o mesmo documento e após um crescimento de 5,5% em 2021, a expansão deverá ser de apenas 4,0% em 2022 e 3,5% em 2023.

“Sem uma abordagem global coordenada e sustentada para conter o COVID-19 que inclua acesso universal a vacinas, a pandemia continuará a representar o maior risco para uma e recuperação sustentável da economia mundial”, observou Liu Zhenmin, subsecretário-geral da Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (DESA).

Apesar deste prognostico global negativo, o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), diz que a maioria das economias africanas continua a controlar bem a pandemia, embora com vagas mais altas de infeção devido à disseminação da variante Ómicron.

O mesmo relatório, sublinhou também que o continente africano continua a ser o menos vacinado do mundo devido ao limitado acesso a vacinas e aos problemas de logística e infraestruturas, conjugado com a instabilidade política e os conflitos que se acumulam em vários países africanos.

No entanto, sublinha o documento, se estes fatores podem minar o potencial económico do continente, depois de uma expansão económica de 3,8 por cento em 2021, a produção agregada do continente deverá crescer 4,0 por cento em 2022.

Esta previsão otimista é sustentada pela melhoria das taxas de investimento e exportações robustas e aumento do preço das matérias-primas o que permite algum espaço fiscal para os exportadores africanos, prejudicados pela queda dos preços nos últimos anos.

Mas este otimismo é relativo já que este relatório da ONU não deixa de alertar para o facto de o continente africano ter tido “uma das recuperações mais lentas em 2021, ficando atrás da média de crescimento das economias em desenvolvimento e do mundo, respetivamente 6,4% e 5,5%”.

E a ONU acrescenta que “para regressar à trajetória de crescimento antes da pandemia, África precisaria de crescer aproximadamente 6% neste e no próximo ano, ou seja, mais rápido que a Ásia”.

 

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