Operadores da Internet em guerra pelo espaço africano.

Embora as ligações de fibra ótica submarina estejam a aumentar, vários operadores internacionais estão agora a travar uma guerra no espaço a fim de estabelecerem os seus satélites como os novos retransmissores para a Internet africana.

No final de Novembro de 2021, o gigante americano de telecomunicações por satélite Nasdaq Viasat iniciou o processo de se tornar um fornecedor de Internet moçambicano, segundo noticiou o jornal desse país, Diário Económico.

É provável que a empresa ofusque alguns dos operadores de Internet por satélite já presentes no país, como a Globalstar, cuja subsidiária moçambicana está agora ligada à Mulweli Rebelo.

No entanto, a Viasat não está simplesmente a pôr os pés em Moçambique: a empresa está também a lançar uma ofensiva em todo o continente.

A Viasat já tinha obtido uma licença de telecomunicações nigeriana em Maio de 2021 antes de revelar em Novembro 2021 em Acra a sua primeira infraestrutura no continente, que funciona como antena de retransmissão para a sua constelação de satélites em órbita terrestre baixa.

A empresa, que tem como principal objetivo fornecer acesso à Internet a instalações isoladas (plataformas offshore, minas, outras), não é a única a oferecer os serviços da sua frota de satélites.

Starlink, que recebeu 885,5 milhões de dólares de ajuda da Comissão Federal de Comunicações dos EUA desde o final de 2020, espera também entrar no mercado africano.

Mas esta filial da SpaceX – a empresa do bilionário americano Elon Musk, nascido na África do Sul – pretende visar os particulares e as empresas de uma forma mais geral, aumentando a velocidade e reduzindo os tempos de atraso do seu serviço.

Outro ator importante, a empresa indiana de telecomunicações Bharti Enterprises, está também de olho no mercado africano.

A sua subsidiária OneWeb, que foi comprada em 2019 em parceria com o governo britânico, já pôs em órbita quase metade dos 648 satélites que irão eventualmente constituir a sua constelação.

A Bharti Enterprises já tem uma base muito forte no continente através do seu operador de Internet e telefone Bharti Airtel, um dos principais operadores de consumo da Internet no continente africano.

O que pensas sobre isto? O funcionamento da Internet em África está em pé de igualdade com o resto do mundo? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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