Os 5 gases poluentes que todos respiramos diariamente.

Numa altura em que o mundo discute da sua própria sobrevivência na Cimeira Mundial do Clima (COP26) em Glasgow, capital da Escócia, Mercados Africanos lembra que a poluição atmosférica causa cerca de 7 milhões de mortes por ano.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente destaca cinco substâncias poluentes do ar que contribuem para o aquecimento global e impactam negativamente na saúde humana e dos ecossistemas.

Recorde-se que 90% da população mundial respira ar com níveis de poluentes que excedem os limites indicados pela Organização Mundial de Saúde, OMS.

Os dados do mesmo programa da ONU, reforça que a poluição do ar também está ligada à mudança climática e gera um impacto desproporcional no aquecimento global e a redução da emissão desses gases poderia reduzir a taxa atual de aquecimento para metade.

Estes são os cinco poluentes atmosféricos mais perigosos

PM2.5

São partículas finas invisíveis a olho nu, embora sejam percetíveis como névoa em áreas altamente poluídas e presentes dentro e fora de casa.

Essas partículas vêm da queima de combustíveis impuros para cozinhar ou aquecer, queimar resíduos e resíduos agrícolas, atividades industriais, transporte e poeira levada pelo vento, entre outras fontes.

Elas podem ser emitidas diretamente ou formadas na atmosfera a partir de diversos poluentes emitidos, como amônia e compostos orgânicos voláteis.

Quais são os estragos: As emissões penetram profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea, aumentando o risco de morrer de doenças cardíacas e pulmonares, derrame e câncer.

Ozono ao nível do solo

É um poluente climático de curta duração e, embora exista apenas por alguns dias a algumas semanas, é um forte gás de efeito estufa.

São emitidos quando poluentes da indústria, tráfego, resíduos e produção de energia interagem na presença da luz solar.

Quais são os estragos: Contribui para a formação de fumaça, piora a bronquite e enfisema, desencadeia a asma, danifica o tecido pulmonar e reduz a produtividade agrícola.

A exposição ao ozono causa cerca de 472 mil mortes prematuras a cada ano. Como o gás impede o crescimento de plantas e florestas, ele também reduz a quantidade de carbono que pode ser absorvido.

Dióxido de nitrogénio

Os óxidos de nitrogénio são um grupo de compostos químicos poluentes do ar, incluindo dióxido e monóxido de nitrogénio.

O dióxido de nitrogénio é o mais prejudicial desses compostos e é emitido a partir da combustão de motores a combustível e da indústria.

Quais são os estragos: Pode danificar o coração e os pulmões humanos e reduz a visibilidade atmosférica em altas concentrações e é um precursor crítico para a formação de ozono ao nível do solo.

Carbono Negro

O carbono negro, ou fuligem, é um componente do PM2.5 e é um poluente climático de curta duração.

É emitido através de queimas agrícolas para limpar terras e os incêndios florestais que às vezes resultam são as maiores fontes mundiais de carbono negro.

Também vem de motores a diesel, queima de lixo e fogões e fornos que queimam combustíveis fósseis e de biomassa.

As emissões de carbono negro têm diminuído nas últimas décadas em muitos países desenvolvidos devido a regulamentações mais rígidas de qualidade do ar.

Mas as emissões são altas em muitos países em desenvolvimento, onde a qualidade do ar é mal regulada. Como resultado da queima aberta de biomassa e da combustão residencial de combustível sólido, a Ásia, a África e a América Latina contribuem com aproximadamente 88% das emissões globais de carbono negro.

Quais são os estragos: Causa problemas de saúde e morte prematura e aumenta o risco de demência.

Metano

É um potente gás de efeito estufa e tem mais de 80 vezes o poder de aquecimento do dióxido de carbono.

O metano é emitido principalmente na agricultura, especialmente pecuária, esgoto e resíduos sólidos, e produção de petróleo e gás.

A redução das emissões desses gases causadas pelos humanos, que responde por mais de metade do total, é uma das formas mais eficazes de combater as alterações climáticas.

Quais são os estragos: Ajuda a criar ozono ao nível do solo e, desse modo, contribui para doenças respiratórias crónicas e morte prematura e é responsável por pelo menos um quarto do aquecimento global.

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